Profissionais que viram o ano trabalhando garantem a festa de quem comemora

A virada é de festa para muitos, mas também é de trabalho para profissionais que mantêm serviços essenciais funcionando

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: TH+ SBT Tambaú

Enquanto a maior parte das pessoas se prepara para brindar a chegada do novo ano, há quem não tenha como pausar. A virada é de festa para muitos, mas também é de trabalho para profissionais que mantêm serviços essenciais funcionando — e garantem que tudo aconteça com segurança e acolhimento.

Em um hotel da capital, que recebeu lotação máxima para a noite de réveillon, o clima é de expectativa. O atendimento não para, e parte da equipe já está de plantão desde cedo. Diego Barbosa, que trabalha no local há 11 anos, conhece bem a rotina. Ele já se acostumou a trocar a ceia em família pelo compromisso com o serviço.

“Faz parte. A gente sente falta da família, claro, mas sabe que o trabalho também tem seu valor. Depois vem a folga e dá para compensar, curtir com todo mundo”, conta. Segundo ele, apesar da responsabilidade, o encanto da festa também chega aos funcionários, que saem do expediente prontos para continuar a celebração em casa.

Mas nem todos conseguem acompanhar o clima festivo. Em setores como a saúde, o período é de alerta máximo. O número de ocorrências costuma aumentar, e a atenção precisa ser redobrada. Tom, profissional do SAMU, explica que a prioridade é o atendimento — e isso pode interromper até o básico.

“Às vezes os fogos estão estourando e a gente só consegue olhar rapidinho pela janela do ambulância. Não dá para relaxar, porque qualquer segundo pode ser decisivo”, relata. Casado e pai de um adolescente, ele tenta equilibrar a rotina: “Quando estou em casa, é dedicação total. A gente tenta ajustar escala, trocar plantão, para não perder momentos importantes.”

Policiais militares, bombeiros, equipes de hospitais, funcionários de hotelaria, vigilantes, porteiros, garçons, jornalistas e tantos outros profissionais seguem essa mesma realidade todos os anos: enquanto o país conta os últimos segundos, eles contam com o compromisso.

A todos esses trabalhadores, fica o reconhecimento e o agradecimento por sustentarem os bastidores da festa.

Noite de virada nem sempre é sinônimo de folga. Mas, graças a quem não para, ela é possível para os demais.

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