Coren-PB suspende serviço de enfermagem em sala de vacina de USF em João Pessoa

De acordo com o Coren-PB, a medida foi adotada após uma fiscalização técnica detalhada, conduzida pela Comissão de Sindicância do órgão

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Coren-PB

O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) decidiu suspender eticamente as atividades de enfermagem na sala de vacinação da Unidade de Saúde da Família (USF) Integrada Matinha II e Paulo Afonso, em João Pessoa. A determinação passou a valer nesta quarta-feira (21), após publicação oficial no Diário Oficial.

De acordo com o Coren-PB, a medida foi adotada após uma fiscalização técnica detalhada, conduzida pela Comissão de Sindicância do órgão, que constatou inconformidades estruturais e operacionais consideradas graves. Embora a unidade disponha de câmara fria para conservação de imunobiológicos, as condições gerais do ambiente não atendem aos requisitos mínimos de segurança assistencial.

Durante a inspeção, foram identificados problemas como ausência de climatização adequada, iluminação insuficiente e espaço físico limitado, o que compromete o fluxo de trabalho da equipe e a circulação segura de profissionais e usuários. Também foram verificadas falhas relacionadas à higiene do local, incluindo a inexistência de dispensadores apropriados de sabão líquido e papel toalha, substituídos por soluções improvisadas, em desacordo com normas sanitárias vigentes.

A presidente do Coren-PB, Rayra Beserra, explicou que a decisão foi necessária para evitar riscos à população e aos trabalhadores da enfermagem. “A interdição ética só é aplicada em situações extremas, quando a assistência pode estar comprometida. Nosso objetivo é garantir condições seguras e dignas tanto para os profissionais quanto para os usuários do serviço”, afirmou.

O Conselho esclareceu que a interdição atinge exclusivamente a sala de vacina, não interferindo no funcionamento dos demais setores da unidade de saúde. A liberação do serviço só será avaliada após a correção integral das irregularidades, mediante solicitação formal ao Coren-PB e realização de nova vistoria técnica.

Em comunicado oficial, o órgão reforçou que a medida possui caráter preventivo e educativo, buscando assegurar que a assistência de enfermagem seja prestada dentro dos princípios éticos, legais e técnicos exigidos.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS-JP) informou que já iniciou as adequações necessárias para regularizar o espaço e destacou que os demais atendimentos da USF seguem ocorrendo normalmente.

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