A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) manteve, nessa terça-feira (3), a prisão domiciliar do padre Egídio de Carvalho, um dos principais investigados na Operação Indignus. A decisão negou o pedido da defesa do sacerdote para revogar a prisão preventiva, atualmente cumprida em casa devido a questões de saúde.
A defesa do religioso, conduzida pelo advogado Luciano Santoro, argumentou que o sacerdote cumpre desde novembro de 2023 todas as medidas cautelares e que não há mais motivos para manter a prisão preventiva. Os advogados destacaram que já se passaram mais de 800 dias desde a detenção, sem que o julgamento tenha sido realizado, e pediram a substituição da prisão por novas medidas cautelares.
Ao negar o pedido, o relator do caso, desembargador Ricardo Vital, ressaltou que as condutas atribuídas ao padre Egídio de Carvalho são “objetivamente mais complexas e graves”, considerando a multiplicidade de ações investigadas e a posição de liderança que ele ocuparia na suposta organização criminosa. O magistrado também frisou o risco de reiteração das práticas. O entendimento foi acompanhado pelos demais integrantes da Câmara Criminal do TJPB.
O padre Egídio é alvo de 10 denúncias apresentadas pelo Ministério Público, algumas em fase de instrução e pelo menos uma já conclusa para julgamento. O religioso cumpre prisão domiciliar desde abril de 2024.



