ALPB vai recorrer de decisão do TJ sobre invocação religiosa nas sessões

A Corte entendeu que a referência à proteção de Deus e a presença da Bíblia Sagrada sobre a Mesa Diretora violam o princípio da laicidade do Estado

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Sede da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) | Foto: Divulgação

A decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) que considerou inconstitucional a prática de invocação religiosa no início das sessões da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) ainda deve render novos capítulos no Judiciário. A Corte entendeu que a referência à proteção de Deus e a presença da Bíblia Sagrada sobre a Mesa Diretora violam o princípio da laicidade do Estado.

O julgamento foi realizado pelo Órgão Especial do TJPB, ao analisar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). Com isso, o trecho do Regimento Interno da Casa que previa esse rito religioso foi derrubado.

Mesmo com a determinação em vigor, a Mesa Diretora da ALPB informou que pretende contestar a decisão. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (5) pelo presidente da Casa, deputado Adriano Galdino (Republicanos), em entrevista à Rede Paraíba.

Segundo o parlamentar, a Assembleia vai cumprir a decisão judicial, mas buscará uma reavaliação do entendimento nos tribunais. “Como presidente do Poder Legislativo, não estou conformado com a decisão. Diante disso, só há dois caminhos: cumprir ou recorrer. No nosso caso, vamos recorrer e aguardar uma decisão definitiva sobre o mérito”, afirmou.

Até que haja um posicionamento final da Justiça, a determinação do TJPB permanece válida e deverá ser observada nas atividades do Legislativo estadual. A próxima sessão ordinária da Assembleia está prevista para ocorrer na terça-feira (10).

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS