Polícia Civil conclui inquérito sobre mortes por ingestão de veneno na PB

O caso ocorreu no dia 1º de fevereiro, em um bar na cidade de Patos, no Sertão do estado

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Paraíba divulgou, nesta quinta-feira (12), a conclusão do inquérito sobre as mortes de Hildebrando Martiniano Vieira, de 46 anos, e Ana Cristina Galdino Ferreira, de 16 anos. O caso ocorreu no dia 1º de fevereiro, em um bar na cidade de Patos, no Sertão do estado. As investigações apontaram que as vítimas ingeriram um inseticida após o produto ser confundido com uma bebida alcoólica.

De acordo com o delegado Claudinor Lúcio, responsável pelo caso, um adolescente de 15 anos encontrou o veneno em sua residência, armazenado em uma garrafa pet de pequeno porte ao lado de uma pia. Acreditando tratar-se de conhaque, o jovem levou o recipiente até um bar para compartilhar o líquido com conhecidos.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o adolescente chega ao estabelecimento de motocicleta e coloca a garrafa sobre a mesa. A primeira vítima, Hildebrando Martiniano, serviu-se do líquido e o ingeriu. Segundo o relatório policial, cerca de 10 segundos depois, o homem apresentou sinais de mal-estar e deixou o local. Ele morreu antes de receber socorro médico.

Na sequência, a adolescente Ana Cristina chegou ao bar. O jovem que trouxe a garrafa serviu o líquido em um copo e chegou a provar a substância, mas, ao estranhar o sabor, repassou o copo para a amiga, que consumiu a bebida. A jovem passou mal e foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde deu entrada em parada cardiorrespiratória e não resistiu.

A substância foi identificada como um inseticida utilizado no combate a formigas, cupins e carrapatos. O produto causa a depressão dos sistemas nervoso, respiratório e cardiológico de forma imediata quando ingerido por seres humanos.

A Polícia Civil informou que não foi identificado dolo (intenção de matar) na conduta do adolescente, classificando o episódio como uma “fatalidade” e um evento estritamente acidental. Como o caso envolve um menor de idade, o processo será remetido ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) para os procedimentos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

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