Todo
mundo que prestou atenção em um nu masculino clássico deve ter
notado. Enquanto os músculos parecem tirados de um fisiculturista,
uma certa pecinha fundamental da anatomia masculina parece meio…
atrofiada.
O
que acontece? Teria algo de errado no sistema de águas da
Antiguidade? Será que era mais frio então? Eles já conheciam
anabolizantes?
Vamos
começar por um momento de sinceridade. Ao leitor portador de
cromossomo Y, seja sincero: olhe no espelho e diga se está ganhando
de Zeus acima por tanto assim. As estátuas não são anormalmente
desavantajadas – as partes estão em estado flácido e todo mundo
sabe que isso não é nem sua forma final.
Um estudo
sobre o tema mencionou
que os modelos que posavam para as estátuas eram atletas, e colaboravam durante ou
após o exercício, que faz o membro se encolher todo.
Mas,
isso provavelmente era uma feliz coincidência para os gregos. Havia,
sim, uma preferência por retratar o “piupiu” no lado mais curto da
escala.
Porque todas as estátuas gregas, ainda que realistas na
anatomia, são também idealizadas. Elas não representam uma pessoa
em particular, mas um deus/ser humano perfeito, composto das melhores
partes de múltiplos modelos. O glu-glu minúsculo é uma escolha
intencional. Mesmo com o poderoso Hércules.

Este é Príapo, um deus condenado a ter uma ereção eterna, visto como amaldiçoado entre os gregos. Não era uma figura prezada na mitologia grega. “Príapo era um deus grego da fertilidade amaldiçoado por Hera com uma ereção permanente, feiura e uma mente suja”, diz Ellen. “Era tão desprezado pelos outros deuses que foi botado para fora do Olimpo.”
Príapo era deformado e ridículo. “Pênis pequenos eram mais valorizados culturalmente porque os grandes eram associados a características bem específicas: tolice, luxúria e feiura”, diz Oredson.
Se uma pistola sexual calibre 45 era um símbolo do sexo puro e animal – bárbaro -, uma portátil (e descarregada) era, pelo contrário, atributo de um homem racional, inteligente – grego. E a racionalidade era uma das virtudes mais prezadas por eles. “O homem grego ideal era racional, intelectual e tinha uma aura de autoridade”, diz Ellen. “Ele podia assim mesmo ter muito sexo, mas isso não tinha relação com o tamanho de seu pênis, e um pênis pequeno o permitia se manter friamente lógico.”
Via Fábio Marton/Aventuras na História
