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Morre aos 66 anos ícone do boxe brasileiro Maguila

José Adilson Rodrigues dos Santos, conhecido como Maguila, morreu aos 66 anos nesta quinta-feira (24) em São Paulo. O ex-atleta, considerado uma das maiores figuras do boxe nacional, sofria de encefalopatia traumática crônica, também chamada de demência pugilística, diagnosticada em 2013.

A notícia da morte de Maguila foi confirmada pela sua esposa, Irani Pinheiro. O ex-boxeador lutou por 17 anos e acumulou um impressionante currículo de 85 lutas, com 77 vitórias (61 por nocaute), sete derrotas e um empate técnico. Entre as lutas mais emblemáticas de sua carreira, destacam-se os confrontos contra Evander Holyfield e George Foreman.

Nascido em 11 de julho de 1958 em Aracaju, o interesse de Maguila pelo boxe surgiu na infância, influenciado pelas lutas de Éder Jofre e Muhammad Ali. Em 1979, começou a treinar e, em 1981, fez sua estreia profissional no boxe na Forja de Campeões, um dos mais renomados eventos do Brasil, sob a orientação do técnico Ralph Zumbano.

O primeiro título brasileiro foi conquistado em 1983, ao vencer Waldemar Paulino no icônico ginásio do Ibirapuera. Maguila se destacou como campeão da categoria e manteve-se no topo do boxe brasileiro até 1995. Em 1984, conquistou o título sul-americano ao nocautear o argentino Juan Antonio Figueroa ainda no primeiro round, mantendo o cinturão por 10 anos.

Em 1985, Maguila sofreu sua primeira derrota, sendo nocauteado pelo argentino Daniel Falconi no ginásio do Parque São Jorge. No entanto, no ano seguinte, ele reverteu a situação ao derrotar Falconi e encerrar a carreira do rival. Maguila conquistou também o cinturão das Américas pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC) em 1986 e títulos da Associação Mundial de Boxe (WBA) e da Federação Internacional de Boxe (IBF) em 1996.

Apesar de não ter vencido o título por uma das quatro principais organizações mundiais de boxe, Maguila fez história ao se tornar o primeiro brasileiro campeão mundial dos pesos-pesados em 1995, ao derrotar Johnny Nelson e conquistar o cinturão da Federação Mundial de Boxe (WBF).

Em 2013, o diagnóstico de encefalopatia traumática crônica foi um marco na vida de Maguila, uma doença neurodegenerativa e irreversível, resultado dos impactos constantes na cabeça. Os primeiros sinais da condição surgiram com esquecimentos simples, mas os sintomas se agravaram, levando Irani a buscar ajuda médica. Em 2010, Maguila recebeu o diagnóstico inicial de Mal de Alzheimer, mas a confirmação da demência pugilística veio apenas em 2013.

Com o consentimento da família, o ex-boxeador decidiu em 2018 doar seu cérebro para pesquisa após sua morte. O estudo será realizado na Universidade de São Paulo, onde especialistas analisarão os efeitos de impactos repetidos em esportes como boxe, futebol e rúgbi, visando desenvolver medidas de prevenção.

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