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Júri absolve segundo acusado da morte do estudante Alph em João Pessoa

O segundo acusado pelo assassinato do estudante Clayton Thomaz de Souza, conhecido como Alph, foi absolvido nesta quinta-feira (13) durante júri popular realizado no Fórum Criminal de João Pessoa. O réu, Abraão Avelino da Fonseca, estava foragido desde fevereiro de 2020, quando o corpo de Alph foi encontrado com marcas de tiros em uma área de mata às margens de uma estrada em Gramame. Ele se apresentou apenas no dia do julgamento.

O crime ocorreu no dia 6 de fevereiro de 2020. Segundo a denúncia do Ministério Público da Paraíba, Alph teria saído do bairro Castelo Branco com Abraão e Selena, a primeira acusada do caso, no carro desta última, com destino à comunidade Aratu, onde Abraão residia. No local, um disparo resultou na morte do estudante. O corpo foi colocado no porta-malas do veículo e abandonado próximo à Praia de Gramame.

A investigação apontou que a motivação do crime teria sido um triângulo amoroso, já que Selena mantinha relacionamentos simultâneos com Abraão e Alph. Testemunhas relataram ter visto os três juntos no dia do desaparecimento, e dados de estação de rádio base dos celulares de Alph e Selena confirmaram que eles estavam na mesma região no momento do ocorrido. Além disso, vestígios de sangue encontrados no porta-malas do carro reforçaram as acusações contra os réus.

Apesar da denúncia, a defesa de Abraão conseguiu criar dúvidas junto aos jurados ao apresentar informações obtidas pela quebra de sigilo do telefone do acusado. Os registros mostraram que, no momento do crime, o celular de Abraão não estava próximo aos de Alph e Selena. O juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior destacou que essa divergência foi determinante para a absolvição.

Selena, a primeira acusada do caso, foi condenada a mais de 17 anos de prisão em abril de 2024. Já Abraão foi inocentado, mas o Ministério Público da Paraíba informou que vai recorrer da decisão do júri popular.

Alph, ativo no movimento estudantil da UFPB, havia relatado desentendimentos com a segurança da universidade. A investigação chegou a analisar essa linha, mas não encontrou conexões que justificassem aprofundar a apuração nesse sentido.

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