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Vídeo: estudo revela que abatedouros da Paraíba tratam carnes no chão

A grave situação identificada nos abatedouros se repete em mercados públicos

A grave situação identificada nos abatedouros se repete em mercados públicos Foto: Reprodução / TV Tambaú

Falta refrigeração, itens essenciais
de limpeza e até noções mínimas
de higiene. A real situação em que carnes são comercializadas em
algumas feiras livres, açougues e até supermercados da Paraíba nem
de longe está perto de ser razoável. O
quadro se agrava ainda mais quando o foco são os abatedores.
Da
morte do animal ao transporte do produto não faltam irregularidades.
E esse quadro baseou
uma investigação que
resultou na denúncia feita
pelo Núcleo de Justiça Animal da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB).

A
ação
identificou
que pelo menos
71 abatedouros funcionam
em condições inadequadas. Os resultados, inclusive, foram apontados
pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na última segunda-feira
(25).

Segundo
o professor Francisco Garcia, além dos problemas na estrutura, foram
detectados indícios
de
trabalho infantil
e trabalho escravo
”.
Acionado,
MPT informou
que
criará
uma
força-tarefa para investigar a situação dentro
dos próximos dias.

A
denúncia contra os abatedouros reúne informações de duas
dissertações de mestrado, um artigo científico e seis relatórios
do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Os estudos se
desenvolveram
entre os anos de 2014 e 2018. Conforme Francisco, a situação põe
em risco, inclusive, a saúde da população de modo geral.

100%
dos abatedores pesquisados estão fora dos padrões de higiene. Há
possibilidade dessas cargas estarem contaminadas e propiciar até
tuberculose nas pessoas porque elas, em sua grande maioria, são
manejadas no próprio chão
”, completou.

O
relatório indicou que
80% dos trabalhadores não
fazem uso dos equipamentos de proteção
individual (EPIs), e,
em
pelo
menos 34,9%
dos abatedouros havia trabalho infantil com
crianças que
abandonaram a
escola.

De
acordo Edilene Lins, procuradora do Trabalho, os locais serão
investigados, e, caso necessário, eles podem ser interditados. “Nós
vamos levar os órgãos que realizam as interdições. Teremos apoio
da Polícia Militar, da Polícia Federal e realizaremos essa
força-tarefa
”, afirmou.

O assunto foi tema de uma reportagem exibida no programa Tambaú da Gente.

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