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Morre o escritor Leopoldo Brizuela

SYLVIA COLOMBO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O escritor Leopoldo Brizuela, 55, morreu nesta terça-feira (14), em Buenos Aires, causando surpresa e tristeza no meio literário argentino. A causa ainda não havia sido revelada até o fechamento deste texto. Brizuela havia ganho o prêmio Alfaguara de 2012 por “Uma Mesma Noite”, lançado no Brasil pela Alfaguara.

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Considerado um dos principais autores de sua geração, Brizuela vivia em La Plata, e perdeu sua biblioteca em 2013, quando houve uma grande inundação na cidade.

Antes, havia estudado em Cambridge e cursado direito e letras na Universidade Nacional de La Plata, uma das mais importantes do país.

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Seu primeiro romance, “Tejiendo Agua”, saiu em 1985, e ganhou o prêmio da Fundação Amalia Lacroze de Fortabat. Também era conhecido por seu trabalho como tradutor, tendo vertido ao espanhol obras de Henry James e Flannery O’Connor, entre outros.

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Outro de seus livros que tiveram projeção internacional foi “Inglaterra – Una Fábula” (1999), vencedor do prêmio Clarín de Romance.

Em 2012, entrevistei Brizuela por conta do prêmio que havia ganho, em Buenos Aires. “Uma Mesma Noite” é uma reflexão sobre a ditadura na Argentina.

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Brizuela aborda o tema por meio de uma ótica pessoal, pois é ambientado em La Plata, baseado em histórias que ouviu de pessoas conhecidas. O livro se passa em dois momentos, durante a ditadura e em 2010, quando, ao testemunhar um assalto, o protagonista, que é um escritor, como Brizuela, lembra-se da noite em que era um garoto e tocava piano enquanto seus pais eram interpelados por um “grupo de tarefas”, os repressores do regime militar, na sala de jantar da mesma casa.

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“O que salva o personagem é a literatura, não porque por meio dela encontre respostas, mas porque o mantém confuso e com capacidade de seguir questionando”, contou Brizuela na época.

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