O Superior Tribunal
de Justiça (STJ), concedeu, nesta terça-feira (14), a soltura do
ex-presidente Michel Temer e do policial reformado João Baptista
Lima Filho, o Coronel Lima.
Foram quatro votos a
favor da decisão, os ministros foram: Saldanha Palheiro, Laurita
Vaz, Rogério Schietti e Nefi Cordeiro. Eles aprovaram a soltura com
medidas cautelares. Temer será impedido de se relacionar com outros
investigados, mudar de endereço, sair do país e exercer cargos
públicos e partidários.
O ministro Rogério
Schietti recomendou que ele fosse impedido de exercer quaisquer
atividades políticas relacionadas ao MDB que é o seu partido,
entretanto, a sugestão não foi acatada.
Já o relator
Saldanha Palheiro alegou que a ordem de prisão do juiz Marcelo
Bretas “não faz referência a casos concretos e recentes” se
referindo à destruição de provas.
Ele ressalta também
que Temer “não exerce mais cargo de relevância” que
possibilitasse atrapalhar as investigações. A ministra Laurita Vaz
concordou e disse que o que está em votação não são as acusações
contra Temer mas a necessidade da prisão neste momento.
O ex-presidente está
em São Paulo preso preventivamente desde da última quinta-feira
(9). Ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal na
capital paulista para o Comando de Policiamento de Choque da Polícia
Militar, nesta segunda-feira (13).

