Michel Temer e Moreira Franco foram presos nesta quinta Foto: Evaristo SA/AFP
O
Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro revelou em
entrevista na tarde desta quinta-feira (21) que as propinas entregues
o prometidas à organização criminosa que seria chefiada por Michel
Temer ultrapassam o valor de R$ 1,8 bilhão.
O
ex-presidente foi preso no final da manhã desta quinta, em São
Paulo, durante a Operação Descontaminação, uma espécie de
desdobramento da Operação Lava Jato. A Polícia Federal também
deteve o ex-ministro do governo Temer, Moreira Franco, acusado de
integrar o mesmo grupo.
Além
de destacar as quantias envolvidas no esquema, os procuradores da
República também afirmaram que os investigados monitoravam agentes
da PF, para que a organização não fosse descoberta.
No
início da noite, Michel Temer foi levado para a sede da Polícia
Federal no Rio de Janeiro, onde deve ficar à disposição da
Justiça. O emedebista permanecerá na capital fluminense porque o
mandado de prisão foi expedido por Marcelo Bretas, juiz titular da
7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Segundo
o procurador da República Eduardo El Hage, a propina movimentada
pelo grupo criminoso foi posta em destaque para evidenciar o tamanho
da ameaça para a máquina pública. “Esse
valor é firmado e colocado na peça para mostrar o quão perigosa é
a organização criminosa”, explicou.
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