TRE-PB vai elaborar manual sobre uso de inteligência artificial nas eleições de 2026

A iniciativa foi mencionada durante a posse da nova Mesa Diretora da Corte, realizada nesta quinta-feira (12).

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Carlos Rocha/ TH+ SBT Tambaú

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) pretende elaborar um manual com orientações sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) nas eleições de 2026. A iniciativa foi mencionada durante a posse da nova Mesa Diretora da Corte, realizada nesta quinta-feira (12).

A proposta surge em meio ao avanço das tecnologias digitais e à preocupação da Justiça Eleitoral com o impacto dessas ferramentas no ambiente político e no processo democrático.

Durante a solenidade, o presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, ressaltou que o foco das autoridades eleitorais está no combate à desinformação, especialmente conteúdos manipulados por meio de deepfakes e outros recursos tecnológicos capazes de distorcer a realidade.

O problema não é a IA. O problema é a fake news, os deep fake. E haverá sempre o Ministério Público atuante, a participação dos políticos que irão reclamar e iremos decidir cada caso”, afirmou o magistrado.

A elaboração do manual foi destacada pelo vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador João Benedito da Silva, que explicou que o documento deverá reunir regras e orientações sobre o uso responsável da inteligência artificial em campanhas e conteúdos eleitorais.

Segundo ele, a intenção é que o material seja amplamente divulgado para diferentes públicos.

Vamos fazer um manual e divulgar. Entregar para a imprensa, para os políticos, para os que são candidatos e também levar às escolas”, declarou.

Além de servir como guia para candidatos e partidos, o documento também deverá alcançar profissionais da comunicação e estudantes, ampliando o debate sobre os riscos e limites do uso dessas tecnologias no período eleitoral.

A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas que buscam reforçar a transparência e a segurança do processo eleitoral, diante do crescimento do uso de ferramentas digitais capazes de gerar textos, imagens, áudios e vídeos artificiais.

Nas eleições gerais de 2026, os eleitores brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, o que aumenta a atenção das autoridades para possíveis tentativas de manipulação da informação no ambiente digital.

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