O Ministério da Saúde deu um passo decisivo para a autonomia do SUS. O governo federal formalizou, no Rio de Janeiro, um acordo para a produção nacional do pembrolizumabe. Este é um dos medicamentos mais avançados do mundo para o tratamento do câncer.
Parceria estratégica entre Butantan e MSD
A medida foi oficializada através de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). O acordo une o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD. Além disso, o objetivo principal é reduzir a dependência de insumos importados e baixar os custos para os cofres públicos.
Tratamento moderno e ampliação do acesso
O pembrolizumabe é uma imunoterapia. Diferente da quimioterapia comum, ele ensina o próprio corpo a combater o tumor. Atualmente, o remédio é usado no SUS apenas para casos de melanoma. Contudo, o governo planeja ampliar o uso para outros quatro tipos de câncer: esôfago, colo do útero, pulmão e mama.
Economia e soberania nacional
Certamente, a produção local trará benefícios financeiros. A expectativa é que o custo do fármaco caia entre 10% e 20%. Hoje, o governo investe mais de R$ 400 milhões por ano para atender cerca de 1.700 pacientes.
Embora o processo total de transferência de tecnologia leve dez anos, o fornecimento pelo Butantan deve começar em poucos meses. Dessa forma, o Brasil reforça sua soberania sanitária e garante um tratamento mais digno e seguro para a população.



