A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realiza, nesta quinta-feira (2), uma série de ações voltadas à inclusão e conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A programação tem como destaque o lançamento de um e-book que busca sensibilizar a comunidade acadêmica sobre a importância da inclusão.
De acordo com levantamento da instituição, cerca de 115 estudantes com TEA são atendidos pelo Comitê de Inclusão e Acessibilidade (CIA) da UFPB. Eles fazem parte de um grupo mais amplo, com aproximadamente 500 alunos com Necessidades Educacionais Específicas (NEE) que recebem suporte da universidade.
Entre as iniciativas desenvolvidas, está o Programa Aluno Apoiador, que oferece suporte direto aos estudantes, e o trabalho do Coletivo Autista da UFPB (CAU), formado por 45 integrantes, entre estudantes, técnicos e docentes. O grupo atua com o objetivo de promover a conscientização e fortalecer práticas inclusivas no ambiente acadêmico.
A docente Caroline Martins, fundadora do coletivo, destaca a importância da empatia no processo de inclusão. “Muitas pessoas não acreditam que precisamos de adaptações razoáveis, por isso não promovem a inclusão. E a empatia pode ser o primeiro passo para a inclusão”, afirmou.
Criado em 2023, o coletivo é coordenado por Caroline, que também é autista com superdotação e professora do Departamento de Artes Cênicas. Ela é autora do e-book “Cultivando girassóis a partir da UFPB”, publicado pela editora do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) e disponibilizado gratuitamente. A obra será uma das principais ferramentas de sensibilização da comunidade acadêmica neste 2 de abril.
Além disso, a universidade também desenvolve o projeto de extensão “Atuação da Terapia Ocupacional em Saúde Mental com a Família de Crianças com Autismo”, realizado no campus I. A iniciativa, coordenada pela docente Andreza Polia, oferece acolhimento e troca de experiências entre familiares e cuidadores, por meio de encontros presenciais na Clínica Escola do Departamento de Terapia Ocupacional, no Centro de Ciências da Saúde (CCS).



