Poupança registra retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março; inflação de março será divulgada nesta sexta-feira (10)

O movimento ocorre em meio a um cenário de juros elevados e expectativa pelo comportamento da inflação, cujo resultado de março será conhecido nesta sexta-feira (10).

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
O reajuste abrange o quadro geral do funcionalismo público municipal, incluindo servidores em atividade e beneficiários vinculados
Reprodução

A caderneta de poupança voltou a apresentar saldo negativo em março, com retirada líquida de R$ 11,1 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Banco Central. O movimento ocorre em meio a um cenário de juros elevados e expectativa pelo comportamento da inflação, cujo resultado de março será conhecido nesta sexta-feira (10).

De acordo com o relatório, os brasileiros aplicaram R$ 369,6 bilhões na poupança no mês passado, enquanto os saques somaram R$ 380,7 bilhões. Apesar da saída líquida, os rendimentos creditados nas contas chegaram a R$ 6,3 bilhões, mantendo o saldo total próximo de R$ 1 trilhão.

O resultado reforça uma tendência observada nos últimos anos, em que a poupança tem registrado mais retiradas do que depósitos. Em 2023, as saídas líquidas totalizaram R$ 87,8 bilhões, enquanto em 2024 foram R$ 15,5 bilhões. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a retirada já soma R$ 41,2 bilhões.

Especialistas apontam que um dos principais fatores para esse comportamento é o patamar elevado da Selic, que torna outras aplicações financeiras mais atrativas. Embora o Comitê de Política Monetária tenha iniciado um ciclo de redução dos juros, com corte de 0,25 ponto percentual na última reunião, o cenário externo ainda traz incertezas.

As tensões geopolíticas, especialmente ligadas à guerra no Oriente Médio, podem influenciar as decisões futuras do Banco Central, que não descarta rever o ritmo de queda dos juros caso haja impacto relevante na economia.

A taxa básica é o principal instrumento para controlar a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, cuja meta é de 3% ao ano. Em fevereiro, o índice registrou alta de 0,7%, puxado pelos setores de transportes e educação, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 3,81%.

O dado mais recente da inflação será divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado é aguardado pelo mercado por já refletir possíveis impactos do cenário internacional recente e poderá influenciar diretamente as próximas decisões sobre a taxa de juros e o comportamento dos investimentos no país.

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