A Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (14), a eleição para preencher uma vaga no Tribunal de Contas da União, aberta após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. O processo ocorre em meio a articulações políticas e disputas entre diferentes grupos dentro do Legislativo.
A definição da data foi confirmada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que também conduziu reunião de líderes para organizar o calendário da eleição. A etapa anterior incluiu a sabatina dos candidatos, realizada na Comissão de Finanças e Tributação.
Nos bastidores, a eleição envolve o cumprimento de um acordo político firmado em 2024 entre Hugo Motta e o Partido dos Trabalhadores. Pelo entendimento, o partido apoiaria Motta na disputa pela presidência da Câmara, em troca de respaldo ao nome do deputado Odair Cunha para a vaga no TCU.
Para viabilizar o acordo, a estratégia passa pela possível fragmentação de candidaturas de direita, o que poderia dividir votos no plenário. Até o momento, parlamentares como Adriana Ventura, Hugo Leal, Elmar Nascimento e Danilo Forte indicaram intenção de concorrer.
No Partido Liberal, a tendência é o lançamento da deputada Soraya Santos como candidata, substituindo outras possíveis articulações internas.
A eleição no plenário ocorre em turno único, com vitória definida por maioria simples, o que amplia o peso das articulações políticas e da distribuição de candidaturas. O histórico recente mostra disputas acirradas para vagas no tribunal, com diferentes forças políticas tentando consolidar maioria.
O Tribunal de Contas da União é composto por nove ministros, sendo seis indicados pelo Congresso Nacional e três pelo Poder Executivo. Entre suas atribuições estão a fiscalização das contas públicas, a análise da prestação de contas do presidente da República e a realização de auditorias em órgãos federais, incluindo o próprio Legislativo.



