Varejo da Paraíba tem 4ª maior alta do país em fevereiro, aponta IBGE

O Estado apresentou alta de 2,4% no volume de vendas na comparação com o mês de janeiro, mesmo diante de um cenário de juros elevados.

O comércio varejista da Paraíba registrou a quarta maior taxa de crescimento do Brasil em fevereiro, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Estado apresentou alta de 2,4% no volume de vendas na comparação com o mês de janeiro, mesmo diante de um cenário de juros elevados.

De acordo com o levantamento, os estados com melhor desempenho no período foram Paraná (2,9%), Bahia (2,7%), Minas Gerais (2,5%) e, em seguida, a Paraíba (2,4%). A média nacional ficou bem abaixo, com crescimento de 0,6%.

Na comparação com fevereiro do ano passado, o varejo paraibano também apresentou desempenho superior ao nacional, com crescimento de 2,6%, frente a 0,2% do Brasil. Já no acumulado do primeiro bimestre, o avanço no Estado foi de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Comércio ampliado também cresce

No chamado comércio varejista ampliado, que inclui segmentos como veículos, motos, material de construção e atacado de alimentos, a Paraíba registrou alta de 1,8% em fevereiro sobre janeiro, enquanto o Brasil teve crescimento de 1%.

Setores em destaque

Entre os segmentos analisados pela pesquisa, quatro das oito atividades apresentaram crescimento nas vendas em fevereiro. Os destaques positivos foram:

  • livros, jornais, revistas e papelaria;
  • combustíveis e lubrificantes;
  • hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo;
  • artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria.

Por outro lado, houve retração nos setores de informática e comunicação, artigos de uso pessoal e doméstico, vestuário e calçados e móveis e eletrodomésticos.

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, o resultado positivo está ligado ao fortalecimento de segmentos essenciais. “Houve a volta do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos do comércio, especialmente supermercados e alimentos, que têm grande peso no indicador geral”, explicou.

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