O projeto Rua Das Pretas funciona como um espaço cultural vivo e itinerante : a cantora cabo-verdiana Zulu (Boa Vista), a fadista portuguesa Ana Margarida Prado, o multi-instrumentista Nilson Dourado (São Paulo/Bahia/Sintra), a flautista Letícia Malvares (Rio de Janeiro/Madrid), Jurema De Candia (Rio de Janeiro) que se encontram com uma ala do consagrado Cordão do Boitatá, dirigido por Kiko Horta.
Paulino Dias, Quininho da Serrinha, Edu Neves, Aquiles e Everson Moraes, Bruno Aguilar, Tadeuzinho e o bandolinista Luis Barcelos e Carlinhos 7 cordas, dois expoentes das cordas brasileiras.
“Neste enredo da lavagem das caravelas, intuímos com quantos ´paus-brasis se fez o mar. Na oralidade cantada e tocada dessa língua portuguesa, brasileira e africana, onde se escuta os sons da mata, o espírito dos povos originários, a ressonância dos berimbaus, o balanço salgado Atlântico de Benguela à Bahia, que dá a luz ao povo brasileiro, abrindo janelas, olhos e ouvidos de sua comunidade — principalmente nesta altura que à geopolítica fecha portas à diversidade,” explica Pierre Aderne.



Para Moacyr Luz numa época onde grande parte da produção cultural é confundida com outro tipo de entretenimento, gravar músicas, propor arranjos, como este é
muito significativo, quase um norte. “No meu caso então, que sempre admirei as palavras da língua portuguesa, das matrizes que foram surgindo, inclusive o idioma brasileiro. Eu fico muito feliz, quando eu vejo que nossa música, está alcançando um status de grande relevancia”, conta.
Sobre Pierre Aderne
Nos últimos 15 anos, Pierre Aderne aproximou a música do Brasil, Portugal e África através do projeto Rua Das Pretas, turnês por Portugal nas principais salas, como Coliseu Dos Recreios e Coliseu Porto, e pela Europa e Estados Unidos com colaborações (duetos e composições) com artistas como Seu Jorge, António Zambujo, Melody Gardot, Tito Paris e Sara Tavares.


