A Justiça determinou, nesse domingo (19), a soltura do empresário Josevan Rodrigues Ferreira, de 46 anos, piloto do helicóptero que caiu em Campina Grande, na Paraíba. Ele havia sido preso após investigação da Polícia Civil apontar que não possuía licença para conduzir a aeronave.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia, permitindo que o investigado responda ao processo em liberdade.
O delegado Rodrigo Monteiro, que conduz a investigação, informou que a polícia conduziu o piloto para prestar depoimento logo após a alta dele do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde havia recebido atendimento em decorrência do acidente. Durante o interrogatório, ele permaneceu em silêncio. Em seguida, acabou sendo preso e retornou a atendimento médico por necessidade de novos cuidados.
As investigações apontam ainda que, além de não possuir habilitação para pilotar helicópteros, o empresário estava com o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) vencido. Ele recebeu autuação pelo crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.
No momento do acidente, quatro pessoas estavam a bordo do helicóptero. Entre os ocupantes estavam o irmão gêmeo do piloto, Josean Rodrigues Ferreira, o empresário Lamartynne Oliveira, proprietário da aeronave, e uma criança de 9 anos. Três pessoas, incluindo o piloto, foram encaminhadas para atendimento hospitalar após a queda.
Até o momento, a defesa de Josevan não se pronunciou.
Queda aconteceu logo após tentativa de decolagem
Registros em vídeo mostram que o helicóptero caiu poucos instantes depois de deixar o solo. Conforme o Corpo de Bombeiros, a aeronave havia partido de João Pessoa e fez uma parada em Campina Grande para reabastecimento. Durante a tentativa de decolagem, o motor apresentou perda de potência.
A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou uma apuração para identificar as causas do acidente. Equipes técnicas estiveram no local para análise das condições da aeronave e coleta de informações que possam esclarecer o ocorrido.



