Doenças do coração seguem como uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E, apesar de muita gente acreditar que infartos e outras complicações acontecem de repente, o corpo costuma dar sinais antes de um quadro grave.
O desafio é que esses alertas, muitas vezes, aparecem de forma discreta e acabam confundidos com estresse, cansaço ou excesso de trabalho. No texto, a cardiologista Manuela Gomes de Aguiar reforça que “infartos, arritmias, insuficiência cardíaca e hipertensão grave não surgem ‘do nada’: o corpo costuma emitir alertas muito antes de um evento crítico”.
Os sintomas que merecem investigação
De acordo com a médica, os sinais podem ser transitórios e leves no início, mas não devem ser normalizados quando persistem por dias ou semanas. Entre os principais alertas, estão:
- · Falta de ar – especialmente ao subir escadas, caminhar curtas distâncias ou deitar;
- · Cansaço excessivo – dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia;
- · Palpitações – sensação de batimentos acelerados, irregulares ou muito fortes;
- · Dor ou pressão no peito – mesmo que leve, pode indicar isquemia cardíaca;
- · Tonturas ou desmaios – podem estar relacionados a arritmias;
- · Inchaço nas pernas e tornozelos – sinal de que o coração pode não estar bombeando sangue adequadamente;
- · Suor frio, náuseas ou desmaio – sintomas comuns em quadros cardíacos agudos;
- · Alterações no sono – acordar com falta de ar ou com sensação de sufocamento.
O texto alerta que “esses sintomas não devem ser normalizados” e orienta a buscar avaliação médica caso se repitam. “Se persistem por dias ou semanas, é importante buscar avaliação para identificar se existe alguma alteração no funcionamento do coração”, escreve a especialista.
Por que o corpo dá esses avisos
Segundo a cardiologista, “o coração é um órgão silencioso: ele pode se sobrecarregar por anos antes de manifestar sintomas mais graves”. Falta de ar e cansaço sem causa aparente, por exemplo, podem ser sinais iniciais de insuficiência cardíaca.
Já as palpitações podem indicar arritmias que, se não tratadas, elevam o risco de AVC. E a dor no peito, mesmo leve, pode estar associada a obstruções nas artérias do coração, situação que pode evoluir para infarto em casos mais avançados.
O texto também chama atenção para quem tem fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, histórico familiar de doença cardíaca e sobrepeso. Nesses casos, a recomendação é investigar qualquer sintoma o quanto antes.
Como agir cedo para proteger o coração
A médica destaca que há uma parte importante dessa história que depende de prevenção. “A boa notícia é que a maioria das doenças cardiovasculares podem ser evitadas com mudanças de estilo de vida”, afirma.
Entre os pilares citados estão consultas regulares, exames preventivos, prática de atividade física, alimentação equilibrada, sono de qualidade e controle do estresse. A mensagem final é direta: “O coração sempre avisa antes de um colapso – basta aprender a ouvir.”


