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MPF e MPPB recomendam novos protocolos de segurança para corridas de rua na Paraíba

O objetivo é reduzir riscos à saúde dos atletas, com foco na prevenção da morte súbita cardíaca, diante do crescimento dessas modalidades e de registros recentes de ocorrências durante competições.

Foto: Freepik

O Ministério Público Federal e o Ministério Público da Paraíba emitiram uma recomendação conjunta para estabelecer protocolos de segurança em eventos esportivos, especialmente corridas de rua e provas de resistência, em todo o estado da Paraíba.

O objetivo é reduzir riscos à saúde dos atletas, com foco na prevenção da morte súbita cardíaca, diante do crescimento dessas modalidades e de registros recentes de ocorrências durante competições.

Autorização técnica passa a ser obrigatória

Entre as principais medidas, está a exigência do chamado “permit” técnico, que deverá ser emitido pela Federação Paraibana de Atletismo ou pela Confederação Brasileira de Atletismo. O documento passa a ser obrigatório para realização de corridas de rua, trilhas e eventos similares.

A recomendação orienta que prefeituras não concedam alvarás sem a apresentação prévia desse documento, além de um plano médico detalhado. Também estabelece que a federação não deve autorizar eventos que não comprovem o cumprimento integral das exigências.

Base legal e técnica

O documento é fundamentado em legislações como a Lei Geral do Esporte, o Código de Trânsito Brasileiro e a Lei Pelé.

Também considera diretrizes do plano elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia – Regional Paraíba em conjunto com o Conselho Regional de Medicina da Paraíba, que trata da prevenção e resposta à morte súbita em eventos esportivos.

Exigências para organizadores

Entre as medidas obrigatórias, os organizadores deverão:

  • Exigir termo de responsabilidade e orientação em saúde no ato da inscrição;
  • Orientar sobre a necessidade de avaliação médica prévia, especialmente para pessoas com fatores de risco;
  • Disponibilizar desfibriladores externos automáticos (DEA) com tempo de resposta de até cinco minutos;
  • Garantir ambulâncias e motolâncias com suporte avançado de vida;
  • Definir unidades de saúde de referência para emergências;
  • Indicar responsável técnico médico e comprovar capacitação das equipes (ACLS e BLS);
  • Implantar canal único de comunicação para emergências e realizar simulações periódicas;
  • Sinalizar zonas cardioprotegidas ao longo do percurso.

Prazos e possível responsabilização

A Federação Paraibana de Atletismo terá 30 dias para implementar as novas regras de emissão do “permit” e 10 dias para informar se acatará a recomendação.

O descumprimento das medidas pode resultar em providências administrativas e judiciais, com responsabilização dos envolvidos.

Segurança como prioridade

Com a recomendação, o MPF e o MPPB reforçam que a realização de eventos esportivos deve estar condicionada ao cumprimento de critérios técnicos e estruturais, garantindo segurança aos participantes e resposta rápida em situações de emergência.

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