CRM interdita setores do Hospital Prontovida em João Pessoa; Prefeitura contesta medida

A medida atinge o bloco cirúrgico, a UTI geral, a UTI oncológica e a enfermaria oncológica da unidade.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba determinou, nesta sexta-feira (24), a interdição ética cautelar de setores do Hospital Municipal Prontovida, em João Pessoa. A medida atinge o bloco cirúrgico, a UTI geral, a UTI oncológica e a enfermaria oncológica da unidade.

Segundo o CRM-PB, a decisão foi tomada após a identificação de problemas estruturais, apontados em vistoria da Vigilância Sanitária. A interdição ética impede a atuação de médicos nos setores afetados até que sejam restabelecidas condições adequadas de funcionamento, com foco na segurança de pacientes e profissionais.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luis Ferreira, a administração já havia iniciado a transferência de pacientes e a reorganização dos serviços para viabilizar uma reestruturação da unidade. Segundo ele, havia sido concedido um prazo de 15 dias para adequações.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa contestou a decisão do CRM-PB e afirmou que a interdição desconsiderou o prazo previamente estabelecido durante vistoria realizada na quinta-feira (23).

A pasta informou que o hospital já passava por um processo de desocupação gradual, dentro de um plano de contingência elaborado para permitir obras de requalificação da estrutura. Segundo a SMS, a transferência de pacientes ocorre de forma planejada, com garantia de continuidade da assistência e sem sobrecarga da rede.

Ainda conforme a gestão municipal, as intervenções no hospital têm como objetivo melhorar a estrutura física, o fluxo de atendimento e a segurança dos serviços prestados à população.

O caso segue em discussão entre os órgãos, enquanto os setores interditados permanecem sem funcionamento até nova avaliação das condições estruturais.

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