A Central de Transplantes da Paraíba registrou duas doações de múltiplos órgãos em um intervalo inferior a 12 horas, nesta quarta-feira (29), em unidades hospitalares de João Pessoa e Campina Grande. Os procedimentos elevaram para oito o número de doações desse tipo realizadas em 2026 no estado.
A primeira captação ocorreu no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na Capital. Menos de 12 horas depois, uma nova doação foi registrada no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande.
De acordo com a diretora da Central, Rafaela Dias, o avanço nos números está diretamente ligado à solidariedade das famílias doadoras e ao fortalecimento da rede de transplantes no estado.
“Não existe transplante sem doação. Mesmo em um momento de dor, as famílias escolhem transformar luto em esperança para outras pessoas”, destacou.
No primeiro caso, o doador, de 35 anos, estava internado em UTI após um traumatismo cranioencefálico (TCE). Com a confirmação de morte encefálica, a família autorizou a doação de coração, rins e córneas.
O coração foi encaminhado ao Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, onde o paciente receptor já aguardava. Este foi o segundo transplante cardíaco viabilizado por doação em 2026, reduzindo para cinco o número de pacientes na fila por um coração no estado.
Os rins foram destinados a pacientes em Pernambuco, enquanto as córneas foram enviadas ao banco de olhos para avaliação e posterior transplante.
Já o segundo doador, de 45 anos, teve morte causada por acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH). Com autorização familiar, foram doados fígado e córneas.
Segundo dados da Central, a Paraíba já realizou 37 transplantes em 2026, enquanto 855 pessoas ainda aguardam na fila por um órgão.
O estado também tem ampliado a oferta de procedimentos, com a retomada de transplantes de medula óssea no Hospital Napoleão Laureano e a interiorização das ações de captação de órgãos.
As autoridades reforçam a importância da conscientização sobre a doação de órgãos, destacando que a autorização familiar é essencial para que os transplantes sejam realizados e vidas sejam salvas.


