A primeira-dama do Estado, Camila Mariz, visitou, nesta quinta-feira (30), mais três artesãs bonequeiras que serão homenageadas durante a 42ª edição do Salão do Artesanato Paraibano, que acontecerá entre os dias 11 de junho e 4 de julho, em Campina Grande.
O evento será realizado em uma megaestrutura ampliada, localizada na entrada da cidade (sentido João Pessoa–Campina Grande), e terá como tema “Bonecas de Pano — Arte de viver. Vida de Brincar”. Segundo a primeira-dama, o espaço teve um crescimento de 50%, passando de 4 mil m² em 2025 para 6 mil m² em 2026.
As visitas técnicas, iniciadas na última terça-feira (28), em João Pessoa, são acompanhadas por equipes do Governo do Estado, ligadas à Secretaria de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico (Setde) e ao Programa do Artesanato Paraibano (PAP). A iniciativa busca fortalecer o diálogo com as artesãs homenageadas e contribuir para a construção da cenografia e identidade do evento.
Durante a agenda, Camila Mariz destacou a importância do contato direto com as artesãs. “Por trás de cada peça, há um enredo de vida real, de luta e superação. Isso fortalece ainda mais as políticas públicas voltadas para o artesanato”, afirmou.
Histórias de vida e tradição
Entre as visitadas, está Edleusa Andrade, de 58 anos, natural de Esperança, que atua há mais de 30 anos no artesanato. Ela relatou que começou confeccionando bonecas em papel, antes de migrar para o tecido. “Nunca desisti. Essa homenagem é motivo de orgulho e responsabilidade”, disse.
Outra homenageada é Maria de Lourdes, de 82 anos, que trabalha com artesanato desde os 10 anos. Para ela, o reconhecimento tem um significado especial. “Sinto como se fosse uma homenagem às minhas bonecas, que são como filhas”, declarou.
Já Socorro Brito, de 65 anos, pedagoga e artesã, destacou a oportunidade de visibilidade. “É uma chance de mostrar ainda mais o meu trabalho e também de boas vendas durante o período do evento”, afirmou.
Valorização do artesanato
A secretária da Setde, Marianne Góes, ressaltou que o artesanato paraibano vai além da produção manual. “É um segmento que gera renda para centenas de famílias e carrega histórias humanas marcantes”, destacou.
A gestora do PAP, Marielza Rodriguez, reforçou que as visitas são fundamentais para alinhar expectativas e garantir o sucesso do evento. “Ouvir essas histórias inspira as decisões do governo e contribui para alcançar o objetivo de geração de renda e divulgação do artesanato”, afirmou.
Maior edição da história
Além das visitas, Camila Mariz também esteve no local onde será montada a estrutura do evento, na Avenida Severino Cabral, no bairro Catolé. A expectativa, segundo ela, é que esta seja a maior edição da história do Salão do Artesanato Paraibano.
O espaço contará com hall temático, ilhas de contemplação com referências juninas e até elementos inspirados na Copa do Mundo, ampliando a experiência do público.
O evento ocorre tradicionalmente durante o período do Maior São João do Mundo, consolidando-se como uma das principais vitrines do artesanato nordestino.



