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Por que o Dia da Literatura Brasileira é celebrado em 1º de maio?

1º de maio é celebrado o Dia da Literatura Brasileira. E você sabe por que esta foi a data escolhida para enaltecer a riqueza, a diversidade e a identidade cultural da produção literária no Brasil, incentivando a leitura de autores nacionais?

Porque 1º de maio é o dia em que nasceu o escritor cearense José de Alencar, considerado por muitos – inclusive por Machado de Assis – como o “chefe da literatura nacional”  e um dos maiores expoentes do Romantismo.

Ele, inclusive, é o patrono da cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Machado de Assis. Vamos saber um pouco mais sobre o escritor que emprestou sua data de nascimento para ser o Dia da Literatura Brasileira?

Tudo sobre José de Alencar

Advogado, jornalista, político, orador, romancista e teatrólogo,José de Alencar nasceu em Fortaleza, no Ceará, em 1º de maio de 1829, e faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877, vítima da tuberculose, aos 48 anos. 

Seu pai foi padre e – depois que desligou-se da atividade sacerdotal – tornou-se senador e casou-se com sua mãe. José de Alencar é neto do comerciante português José Gonçalves dos Santos e de D. Bárbara de Alencar, matrona pernambucana que se consagraria heroína da revolução de 1817. 

Ela e o filho – José Martiniano, pai de José de Alencar – então seminarista no Crato, passaram quatro anos presos na Bahia, pela adesão ao movimento revolucionário irrompido em Pernambuco. 

As mais distantes lembranças da infância do escritor eram dele lendo velhos romances para a mãe e as tias, em contato com as cenas da vida sertaneja e da natureza brasileira e sob a influência do sentimento nativista que o pai revolucionário lhe passava. 

Entre 1837 e 1938, em companhia dos pais, José de Alencar viajou do Ceará à Bahia, pelo interior, e as impressões dessa viagem refletiriam-se mais tarde em sua obra de ficção. 

Depois, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde o pai desenvolveu carreira política e onde frequentou o Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, foi para São Paulo, onde permaneceu até 1850, terminando os preparatórios e cursando Direito.

Formado, começou a advogar no Rio e passou a colaborar no Correio Mercantil e a escrever para o Jornal do Comércio, tornando-se redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro em 1855. 

Filiado ao Partido Conservador, foi eleito várias vezes deputado geral pelo Ceará e – de 1868 a 1870 – foi Ministro da Justiça. Desgostoso com a política, José de Alencar passou a dedicar-se exclusivamente à literatura. 

A sua notoriedade começou com as “Cartas sobre A Confederação dos Tamoios”, publicadas em 1856, com o pseudônimo de Ig, no Diário do Rio de Janeiro, nas quais criticava veementemente o poema épico de Domingos Gonçalves de Magalhães, favorito do Imperador e considerado então o chefe da literatura brasileira. 

A crítica feita por ele demonstrava o grau de seus estudos de teoria literária e de suas concepções do que devia caracterizar a literatura brasileira, para a qual, a seu ver, era “inadequado o gênero épico, incompatível à expressão dos sentimentos e anseios da gente americana e à forma de uma literatura nascente”. 

Um dos pilares da Literatura Brasileira

José de Alencar optou pela ficção, por ser um gênero moderno e livre. Ainda em 1856, publicou o seu primeiro romance conhecido: “Cinco Minutos”. Em 1857, revelou-se um escritor mais maduro com a publicação, em folhetins, de “O Guarani”, que lhe deu grande popularidade. 

josedealencar- oguarani

Daí para frente, Alencar escreveu romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances-poemas de natureza lendária, obras teatrais, poesias, crônicas, ensaios e polêmicas literárias, escritos políticos e estudos filológicos. 

A parte de ficção histórica, testemunho da sua busca de tema nacional para o romance, concretizou-se em duas direções: os romances de temas propriamente históricos e os de lendas indígenas. 

Por estes últimos, o escritor incorporou-se no movimento do Indianismo na literatura brasileira do século XIX, em que a fórmula nacionalista consistia na apropriação da tradição indígena na ficção, a exemplo do que fez Gonçalves Dias na poesia. 

Em 1866, Machado de Assis, em artigo no Diário do Rio de Janeiro, elogiou calorosamente o romance “Iracema”, publicado por José de Alencar no ano anterior. José confessou a alegria que lhe proporcionou essa crítica em “Como e por que sou romancista”, onde apresentou também a sua doutrina estética e poética, dando um testemunho de quão consciente era a sua atitude em face do fenômeno literário. 

Como diz o site oficial da Academia Brasileira de Letras: Sua obra é da mais alta significação nas letras brasileiras, não só pela seriedade, ciência e consciência técnica e artesanal com que a escreveu, mas também pelas sugestões e soluções que ofereceu, facilitando a tarefa da nacionalização da literatura no Brasil e da consolidação do romance brasileiro, do qual foi o verdadeiro criador. Sendo a primeira figura das nossas letras, foi chamado ‘o patriarca da literatura brasileira’”.

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