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Guarda civil aposentado é preso por filmar partes íntimas de mulheres em supermercado de Araçatuba

Caso aconteceu no bairro Umuarama; crianças também podem ter sido vítimas e celular foi apreendido para perícia

Imagens ilustrativa gerada por IA
Imagens ilustrativa gerada por IA

Um guarda civil municipal aposentado foi preso em flagrante, em Araçatuba, suspeito de filmar partes íntimas de mulheres e crianças dentro de um supermercado no bairro Umuarama. O caso foi registrado na última quinta-feira, dia 30 de abril.

A ação foi percebida por seguranças do estabelecimento, que flagraram o comportamento e acionaram a polícia. Imagens das câmeras de segurança do local serão analisadas para ajudar nas investigações.

“Fetiche”

Segundo informações da polícia, o homem foi visto registrando imagens de partes íntimas de uma mulher sem autorização. Ainda de acordo com o apurado, ele também teria admitido que filmava crianças e que costumava gravar esse tipo de conteúdo.

Disse ainda que se trata de um fetiche (quando uma pessoa sente atração ou interesse especial por algo bem específico — que pode ser um objeto, uma parte do corpo ou até uma situação).

Ele afirmou, porém, que não acreditava estar cometendo algo errado porque, segundo disse, apagava as imagens depois e não as enviava para outras pessoas.

Celular destruído

O suspeito foi levado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a ocorrência foi apresentada. No entanto, os policiais informaram que não conseguiram acessar o material gravado no momento da abordagem. O próprio investigado teria afirmado que quebrou o celular antes da chegada da equipe.

Durante o depoimento, ele optou por permanecer em silêncio. Mesmo assim, a prisão em flagrante foi decretada, e o aparelho foi apreendido e encaminhado para perícia.

O caso agora é investigado pela Polícia Civil. Inicialmente, o homem deve responder por registrar ou filmar conteúdo de nudez ou ato libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização, crime previsto no artigo 216-B do Código Penal. A pena pode ser agravada caso seja comprovado que crianças também foram alvo das filmagens.

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