Clínica de estética é interditada em Campinas por usar anestésico sem licença

A interdição aconteceu na terça-feira, 5, na Rua Barbosa da Cunha, no bairro Guanabara. A clínica realizava consultas, aplicava anestésico e prescrevia suplementos sem habilitação. O local não tinha licença sanitária. A responsável foi encaminhada à delegacia

Clínica de estética é interditada em Campinas por usar anestésico sem licença
Foto: Prefeitura de Campinas

Uma clínica de estética foi interditada pela Vigilância Sanitária de Campinas, nesta terça-feira, 5 de maio, no bairro Guanabara.A ação aconteceu junto com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), após uma denúncia de suspeita de prática ilegal da medicina feita pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

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Segundo a Vigilância Sanitária, o estabelecimento funcionava na Rua Barbosa da Cunha e realizava procedimentos estéticos, consultas, terapia ortomolecular, além da prescrição e aplicação de suplementos vitamínicos.Ainda de acordo com a fiscalização, no local também era feito o uso de anestésico sem licença e sem habilitação profissional.

A responsável apresentou apenas um certificado de tecnólogo em estética. Segundo a Vigilância, atividades como prescrição e aplicação de medicamentos e suplementos só podem ser feitas por profissionais da saúde habilitados e registrados nos conselhos de classe.

Durante a fiscalização, equipes encontraram agulhas, seringas e outros materiais usados nos procedimentos. Dois pacientes chegaram ao local enquanto a operação acontecia.Os agentes também localizaram um equipamento de biorressonância chamado “Quantum”. Segundo a Vigilância Sanitária, o aparelho não possui registro nem validação científica para diagnósticos e tratamentos no Brasil.

A Vigilância alertou que o uso desse tipo de tratamento sem controle pode causar problemas de saúde.

O equipamento e outros materiais foram recolhidos pela Polícia Civil. A responsável foi levada para a delegacia.O estabelecimento tem prazo de dez dias para apresentar recurso. Para voltar a funcionar, deverá atender às normas sanitárias e apresentar um profissional da saúde habilitado como responsável técnico.

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