Vítima de queda de elevador em João Pessoa pode ficar paraplégica

No momento, a paciente permanece sem movimento dos membros inferiores e passará por cirurgia

Hospital de Trauma de João Pessoa. Foto: Reprodução

Uma mulher de 36 anos corre risco de paraplegia após ser vítima da queda de um elevador em um prédio residencial no bairro do Altiplano, em João Pessoa, na noite de terça-feira (13). Segundo informações preliminares, ela sofreu uma lesão na vértebra L1, na região lombar da coluna, em decorrência do impacto da queda.

De acordo com o médico Matheus Enomoto, diretor clínico do Hospital de Emergência e Trauma da Capital, onde a mulher está internada, ainda é cedo para definir o diagnóstico sobre o estado de saúde da paciente. No momento, ela não apresenta movimento nos membros inferiores.

Ainda conforme o médico, a vítima, cujo estado de saúde é considerado estável, deve ser transferida ainda hoje para um hospital particular da cidade, onde passará por um procedimento cirúrgico devido a um edema medular, também conhecido como choque medular. Somente após a cirurgia será possível avaliar de forma definitiva a extensão das lesões.

A mulher, natural da Holanda e mãe de dois filhos, morava sozinha no Brasil. Os filhos, de 5 e 3 anos, estavam com ela no elevador no momento do acidente, mas receberam alta médica nesta quinta-feira (14), sem ferimentos graves.

O acidente

Um elevador despencou em um prédio residencial no bairro do Altiplano, em João Pessoa, na noite de terça-feira (13). Uma mulher de 36 anos, de nacionalidade holandesa, e seus dois filhos ficaram feridos e foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

Segundo a equipe médica no momento do socorro, a mulher apresentava suspeita de lesão na coluna e limitação de movimentos no lado esquerdo do corpo. As informações preliminares indicam que o elevador teria despencado do segundo para o terceiro andar do prédio.

Relatos de falhas e ação judicial

Moradores do condomínio revelaram que os elevadores do prédio já apresentavam falhas recorrentes. Conforme relatos, uma avaliação técnica realizada por empresa especializada teria apontado irregularidades nos equipamentos.

Os residentes ainda contaram que o condomínio move uma ação judicial contra a construtora responsável pelo empreendimento. No processo, são citados supostos “vícios estruturais nos elevadores” após a entrega do prédio, realizada em setembro de 2023. Entre os problemas relatados estariam incêndio no fosso de um dos elevadores, quedas abruptas, travamentos, interrupções frequentes e falhas em sistemas de segurança.

Os moradores afirmam ainda que a construtora perdeu a ação em primeira instância e recorreu da decisão.

Em nota, a construtora apontou que a responsabilidade pela manutenção dos elevadores passa a ser integralmente do condomínio após a entrega do empreendimento.

A empresa acrescentou que, quando o prédio foi entregue há cerca de três anos, o grupo teria alertado diversas vezes a administração do condomínio sobre a necessidade de um plano de manutenção rigoroso e contínuo, devido ao uso frequente dos equipamentos.

A construtora também informou que está à disposição das autoridades e da administração condominial para colaborar com as investigações em andamento.

O que diz o condomínio

O condomínio declarou, em nota, que desde a entrega do empreendimento vêm sendo registrados problemas técnicos nos elevadores. A administração afirma que judicializou a questão, em processo que pleiteia a substituição completa dos equipamentos.

O condomínio ressaltou que acompanha o atendimento das vítimas, repudia tentativas da construtora de atribuir culpa ao condomínio e reforçou que buscará a responsabilização civil e criminal pelos defeitos nos elevadores.

As circunstâncias do acidente desta quarta-feira (13) serão investigadas pelas autoridades competentes.

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