Mobilidade, educação e infraestrutura entram no centro dos investimentos do Governo do Brasil no DF

Para quem passa horas no deslocamento diário entre regiões periféricas e o centro de Brasília, a promessa de reduzir o tempo no trânsito representa mais do que mobilidade; significa mais tempo em casa, menos desgaste na rotina e maior acesso a serviços e oportunidades.

É nesse cenário que o Governo do Brasil concentra parte das ações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) no Distrito Federal. O conjunto de investimentos reúne obras em mobilidade urbana, educação, saúde e infraestrutura, com foco em regiões de grande crescimento populacional e demanda histórica por serviços públicos.

Um dos principais projetos em andamento é o corredor exclusivo de ônibus do Eixo Oeste. Com cerca de 38,7 quilômetros de extensão, a estrutura deve ligar o Sol Nascente ao Plano Piloto. A estimativa do governo federal é de redução de até 30 minutos no tempo diário de deslocamento dos passageiros.

A obra busca atender uma das principais demandas da população do DF: o transporte público. O Distrito Federal possui forte concentração de empregos na região central, enquanto parte significativa da população vive em áreas periféricas, o que torna os deslocamentos longos parte da rotina de milhares de trabalhadores.

Além do corredor exclusivo, a duplicação da BR-080, importante ligação entre o Distrito Federal e Goiás, também vai melhorar a mobilidade. O projeto prevê investimento de aproximadamente R$ 147,5 milhões, com impacto direto para cerca de 110 mil pessoas.

As intervenções incluem duplicação da via, implantação de ciclovia, passarela, viaduto, drenagem e pavimento rígido. Segundo o governo federal, a proposta é ampliar a segurança viária e melhorar o fluxo de veículos em uma região marcada pelo aumento da circulação urbana nos últimos anos.

Na área da educação, o Novo PAC prevê a construção de dois novos Institutos Federais no Distrito Federal, nas regiões de Sol Nascente e Sobradinho. Juntas, as unidades devem ofertar cerca de 2.800 novas vagas.

Em muitas localidades, estudantes precisam se deslocar diariamente para outras regiões administrativas em busca de ensino técnico e qualificação profissional. A proposta dos novos campi é aproximar a educação pública federal das regiões de maior crescimento populacional, aumentando a possibilidade de permanência desses alunos nos cursos.

As ações também incluem investimentos na saúde, com melhorias em hospitais universitários entregues em abril deste ano. As ações fazem parte do eixo do Novo PAC voltado ao fortalecimento da rede pública de atendimento. O eixo de desenvolvimento urbano do programa prevê ainda iniciativas voltadas à regularização fundiária e à infraestrutura em áreas periféricas.

Além das obras estruturais, o Governo do Brasil relaciona os investimentos do Novo PAC a outras medidas econômicas e trabalhistas de âmbito nacional. Entre elas, destacam-se a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais e o envio ao Congresso Nacional de um projeto que trata do fim da escala 6×1.

Segundo o governo federal, a combinação entre infraestrutura, ampliação de serviços públicos e medidas voltadas à renda e ao trabalho busca melhorar as condições de vida da população e reduzir desigualdades regionais no Distrito Federal.

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