Dia Mundial da Hipertensão chama atenção para riscos da automedicação entre hipertensos

Data mundial de conscientização destaca riscos cardiovasculares e importância do tratamento adequado

O Dia Mundial da Hipertensão é celebrado neste domingo (17) e reforça o alerta para uma das doenças crônicas mais frequentes no Brasil. Na Paraíba, mais de 821 mil adultos são hipertensos, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde estima que cerca de 27,9% da população adulta conviva com a condição. Entre pessoas com mais de 60 anos, o índice ultrapassa 30%.

Recentemente, a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial passou a classificar a pressão arterial de 12 por 8 (120/80 mmHg), antes considerada padrão de normalidade, como pré-hipertensão. A mudança busca reforçar a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular, já que a hipertensão é um dos principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e problemas renais.

Para a coordenadora acadêmica do curso de Farmácia da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, Laís Couto, o cenário exige atenção não apenas ao diagnóstico precoce, mas também ao uso consciente de medicamentos.

“A automedicação é um hábito perigoso, especialmente entre pacientes hipertensos. Muitas pessoas utilizam anti-inflamatórios, descongestionantes nasais, analgésicos e até medicamentos naturais sem orientação profissional, sem saber que essas substâncias podem causar retenção de líquidos, elevar a pressão arterial ou interferir diretamente na eficácia do tratamento”, alerta.

Além de reações adversas, o uso indiscriminado de remédios pode mascarar os sintomas, atrasar o diagnóstico e até mesmo agravar o quadro. Ainda conforme a especialista, um dos principais problemas é que a hipertensão costuma evoluir de forma silenciosa, o que leva muitas pessoas a abandonarem o tratamento, alterarem doses por conta própria ou recorrerem à indicação de conhecidos e familiares.

“Muitos pacientes acreditam que podem interromper o uso da medicação quando a pressão aparentemente está controlada. Outros passam a misturar remédios sem orientação médica. Esse comportamento aumenta significativamente o risco de descontrole da pressão arterial, complicações cardiovasculares, intoxicações e interações medicamentosas”, reforça Laís Couto.

Medidas preventivas 

De acordo com o Ministério da Saúde, aferir a pressão arterial regularmente é fundamental para o diagnóstico e controle da doença. A recomendação também inclui a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física (quando liberada por recomendação médica), redução do consumo de sal, combate ao sedentarismo e abandono do tabagismo.

“Nossa orientação é clara: o cuidado com a saúde começa pela informação, pelo acompanhamento profissional e pelo uso consciente dos medicamentos”, conclui a coordenadora acadêmica da FPB, Laís Couto.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS