Pesquisa aponta que pessoas não se sentem seguros em suas cidades

De 1.115 entrevistas apenas 32% se sentem seguros onde moram, número é ainda menor para mulheres

Barbara Belan
Barbara Belan
Jornalista com quase 15 anos de experiência, é graduada pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) e mestre em Comunicação pela mesma instituição. Liderou a equipe de Jornalismo da TH+ Record por cinco anos e, atualmente, é responsável pela estratégia e pelo conteúdo digital do Grupo Thathi.Apaixonada por comunicação, também cultiva um carinho especial por futebol, música e literatura. No lado pessoal, é uma típica festeira de família e mãe da Catarina e da Clara, que está a caminho.
Governo do Rio

Uma pesquisa do Instituto Sou da Paz sobre segurança pública mostra que a maioria da população brasileira defende propostas que priorizam eficiência, prevenção, uso de tecnologia e respeito à lei. 

Realizado pela Oma Pesquisa, o estudo divulgado nesta segunda-feira (18) foi realizado de novembro a dezembro de 2025, com abrangência nacional e contou com 1.115 entrevistas presenciais, pessoais e domiciliares.

O estudo mostra que a maior parte dos entrevistados não se sente seguro na cidade onde vivem, especialmente as mulheres, apenas 32% das pessoas se sentem seguras, índice que cai para 26% entre as mulheres. O levantamento mostra também que 83% das pessoas identificaram a violência contra a mulher presente em suas cidades.

A pesquisa revela, por exemplo, que a frase “bandido bom é bandido morto” não encontra adesão ampla na sociedade, apenas 20% concordam com ela. No entanto, 73% acreditam que os criminosos devem ser julgados e presos pelos seus crimes.

De acordo com o estudo, a maior parte da população (55%) acredita que o país precisa aplicar as leis já existentes a todos os criminosos, enquanto apenas uma parcela (39%) acredita na necessidade do aumento das penas. 

O levantamento também mostra que 77% da população entende que armas legalmente compradas também podem ser utilizadas em atos violentos quando são roubadas e 73% afirmam que ter mais armas em circulação gera mais violência. 

Sobre atuação policial, 82% são favoráveis ao uso de câmeras corporais como tecnologias protetivas e 65% acreditam que é preciso uma polícia melhor e mais preparada.

Para transformar a segurança pública nos próximos anos, o Instituto Sou da Paz recomenda cinco prioridades: proteger meninas e mulheres, fortalecer polícias mais preparadas e valorizadas, enfrentar o crime organizado, reduzir roubos e retirar armas ilegais de circulação.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS