Uma mãe denunciou um caso de maus-tratos contra o filho de oito anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), na UME Prof. Waldery de Almeida, no bairro Santa Maria, em Santos. A responsável pela criança colocou um gravador na mochila da criança e registrou a profissional mandando o menino bater a cabeça na parede.
Gabrielly Vieira, de 27 anos, tomou a atitude após perceber mudanças no comportamento do filho na hora de ir à escola, com muito medo e também inquietação. E ao escutar os áudios no retorno da criança para casa teve uma surpresa, as conversas registraram a auxiliar terapêutica responsável por acompanhar o menino demonstrava irritação e falta de controle ao lidar com a criança.
Em alguns momentos do áudio, a profissional sugeria à criança que batesse a cabeça na parede. A mãe denunciou o caso a Polícia e ao Ministério Público.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) de Santos informou que tomou conhecimento da denúncia por meio dos responsáveis pela criança, que foram prontamente atendidos pela equipe da Seção de Educação Especial (Sedesp) e pela Gestora de Termos de Fomentos.
Além disso, também esclareceu que “a profissional mencionada não integra o quadro de servidores da rede municipal de ensino, tampouco exerce a função de professora. Trata-se de uma Profissional de Apoio Escolar Inclusivo (PAEI), vinculada à Organização da Sociedade Civil Instituto Evolução, parceira da Prefeitura de Santos por meio de Termo de Colaboração para atendimento aos estudantes público-alvo da Educação Especial“.
Imediatamente após o relato dos fatos, a Organização da Sociedade Civil foi acionada e a profissional foi desligada de suas atividades na unidade escolar.
De acordo com a Seduc, a pasta “repudia qualquer conduta que possa configurar desrespeito, constrangimento, maus-tratos ou violação dos direitos dos estudantes”.
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Até o momento, não há registro de denúncias anteriores formalizadas junto à Secretaria envolvendo a referida profissional, mas a Administração Municipal segue acompanhando o caso e colaborará com as autoridades competentes no que for necessário.
A Prefeitura finalizou a nota afirmando que o protocolo adotado para situações dessa natureza prevê o acolhimento imediato da família, a análise e o encaminhamento da denúncia aos setores competentes, a adoção de medidas para resguardar o estudante, a comunicação à instituição responsável pela profissional e o acompanhamento das providências e apurações decorrentes do caso.


