A CPFL Paulista registrou aumento de 6,5% nas ocorrências de interrupções de energia causadas por pipas entre janeiro e maio de 2026. Passou de 1746 para 1859 casos na área de concessão. Em Ribeirão Preto, foram 110 ocorrências entre janeiro e maio, contra 86 no mesmo período de 2025, o que representa uma alta de 28%.
Sertãozinho também apresentou crescimento, passando de 10 para 18 casos (80%). Bebedouro teve avanço expressivo, saltando de 5 para 18 registros (260%).
Segundo Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança da CPFL Energia, soltar pipas é uma brincadeira tradicional e saudável, mas quando feita perto da rede elétrica ou com o uso de cerol, torna-se um risco grave.
“Nosso objetivo é conscientizar a população para que a diversão não se transforme em acidente ou em falta de energia para milhares de pessoas”, reforça.
Risco elétrico e proibição legal
O contato de pipas com a rede elétrica, especialmente quando a linha é revestida com cerol ou linha chilena, pode provocar curtos-circuitos, desligamentos em larga escala e risco à segurança de quem estiver nas proximidades. A linha abrasiva também representa perigo direto a pedestres, ciclistas e motociclistas.
A Lei Estadual nº 10.860/2001 proíbe, em São Paulo, a fabricação, comercialização e uso de linha com cerol ou linha chilena. Infratores estão sujeitos a multa e, em caso de acidentes, podem responder criminalmente.
As principais orientações da empresa para a brincadeira segura:
· Nunca solte pipa perto de postes, fios elétricos ou subestações.
· Não use linha com cerol ou linha chilena — além de ilegal, coloca vidas em risco.
· Se a pipa cair na rede elétrica, não tente retirar. Chame a CPFL.
· Prefira locais abertos e afastados da rede elétrica para brincar.


