Seminário em João Pessoa debate desafios do ECA na era digital nesta sexta-feira (10)

A iniciativa marca os 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e propõe um debate sobre os desafios da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Ministério Público da Paraíba (MPPB) , Procuradoria-Geral de Justiça. Foto: Krystine Carneiro/G1

João Pessoa recebe, nesta sexta-feira (10), o seminário “Desafios do ECA na era das telas: formando guardiões digitais”, evento promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), pela Secretaria de Educação e Cultura do Município de João Pessoa e pela Rede Margaridas Pró-Crianças e Adolescentes (Remar). A iniciativa marca os 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e propõe um debate sobre os desafios da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

O seminário será realizado das 14h às 16h30, na Sala de Concertos do Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa. A participação é gratuita e voltada a profissionais da rede de proteção, educadores, estudantes, conselheiros tutelares e de direitos, gestores públicos, adolescentes, jovens e demais interessados na promoção e defesa dos direitos da infância e da juventude.

A programação será mediada pela promotora de Justiça Soraya Nóbrega, que atua na defesa dos direitos da criança e do adolescente. Segundo a promotora, o objetivo é promover uma reflexão sobre os desafios da proteção integral diante da crescente presença das tecnologias e das redes sociais no cotidiano de crianças e adolescentes.

O debate também abordará a aplicação do ECA Digital (Lei Federal nº 15.211/2025), que entrou em vigor em março deste ano para ampliar e regulamentar a proteção integral do público infantojuvenil no ambiente virtual. A proposta é fortalecer estratégias de prevenção, educação, participação e promoção de direitos na chamada era das telas.

De acordo com os organizadores, o evento busca incentivar o diálogo entre instituições, ampliar a disseminação de conhecimentos e fortalecer as políticas públicas voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Programação

A programação contará com duas mesas de debates.

A primeira, intitulada “ECA Digital e infâncias hiperconectadas e vulneráveis”, terá como palestrante o delegado João Ricardo, que atua no combate aos crimes cibernéticos. A mediação ficará a cargo da promotora Soraya Nóbrega. Entre os temas previstos estão ciberbullying, aliciamento digital e os impactos dos algoritmos na saúde mental de crianças e adolescentes.

A segunda mesa, “O fluxo operacional da proteção digital”, contará com a participação de Gustavo Barreto, representante da Safernet Brasil, que abordará os processos de notificação, intervenção e os desafios enfrentados pela rede de proteção no ambiente virtual. A mediação será realizada pelo gerente operacional do Sistema Nacional de Socioeducação (Sinase) na Paraíba, Djalma Mendonça.

O evento conta com o apoio do Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Humano, e da ONG Aliança Bayeux Franco-Brasileira.

ECA completa 36 anos

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi sancionado em 13 de julho de 1990, por meio da Lei Federal nº 8.069, e completa 36 anos em 2026. A legislação substituiu o antigo Código de Menores e consolidou um novo modelo de proteção à infância e à adolescência no Brasil.

Baseado nos princípios da prioridade absoluta e da proteção integral, o estatuto reconhece crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, assegurando o acesso a políticas públicas nas áreas de saúde, educação, dignidade e proteção contra todas as formas de violência, além de orientar a atuação do Estado e da sociedade na garantia desses direitos.

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