Caminhoneiros ameaçam greve se MP do Frete perder validade

A poucos dias do fim da validade da MP do Frete, representantes dos caminhoneiros intensificam a pressão sobre o Senado e alertam para a possibilidade de uma greve nacional caso a proposta não seja votada.

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube Manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming e produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo, como Halleluya (Fortaleza), Troféu Louvemos o Senhor, Visitas do Papa ao Brasil, Gerando Falcões, A Fazenda, Brasil Urgente, Programa do Gugu e Porsche Cup Brasil. Também atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais de artistas como Cézar e Paulinho, Maurício Manieri, Frei Gilson, Hesed e Rosa de Saron. Com formação técnica em Cinema, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial, gestão em Google Business, redes NDI e registro Anac em operação de drones.

A ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros voltou a ganhar força no Brasil. Representantes da categoria afirmam que poderão iniciar uma paralisação nacional caso a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, não seja colocada em votação no Senado antes do prazo final de validade, previsto para 16 de julho. O impasse envolve diretamente a presidência da Casa e aumenta a tensão no setor de transporte rodoviário de cargas.

Caminhoneiros pressionam Senado para votação da MP do Frete

A mobilização ganhou intensidade nos últimos dias porque a medida provisória já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, porém permanece sem previsão de análise pelo Senado. Dessa forma, caso não seja apreciada dentro do prazo constitucional, o texto perderá a validade automaticamente.

Além disso, lideranças da categoria demonstraram insatisfação com a demora na tramitação e afirmam que a ausência de uma definição poderá resultar em uma paralisação de alcance nacional. O objetivo é pressionar o Congresso para manter em vigor as regras previstas pela medida provisória.

O que prevê a MP do Frete

A MP do Frete foi criada para fortalecer a política de fiscalização do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas. Entre as mudanças, estão mecanismos mais rigorosos para identificar operações realizadas abaixo do valor mínimo estabelecido e ampliar o controle sobre empresas contratantes.

Além disso, o texto amplia o compartilhamento de informações entre órgãos públicos e reforça instrumentos que permitem à fiscalização acompanhar todas as operações de transporte registradas eletronicamente. Dessa forma, o governo busca reduzir irregularidades e garantir maior proteção aos transportadores autônomos.

Prazo para votação termina em 16 de julho

O principal ponto de preocupação é o calendário legislativo. A medida provisória precisa ser votada pelo Senado até 16 de julho. Caso contrário, perderá sua eficácia, fazendo com que as novas regras deixem de produzir efeitos jurídicos.

Enquanto isso, representantes dos caminhoneiros intensificam a cobrança para que a proposta seja incluída na pauta do plenário. Inclusive, algumas lideranças já responsabilizam o comando do Senado por uma eventual paralisação caso não haja deliberação dentro do prazo legal.

Impactos de uma paralisação

Uma greve nacional dos caminhoneiros pode afetar diversos setores da economia. Entre os principais reflexos estão atrasos no abastecimento de combustíveis, alimentos, medicamentos e insumos industriais, além de impactos na logística de exportações e no transporte de mercadorias.

Entretanto, até o momento, a paralisação ainda não foi oficialmente convocada. A categoria condiciona a decisão ao andamento da votação da MP do Frete nos próximos dias. Portanto, o cenário permanece em aberto e dependerá das definições do Senado antes do encerramento do prazo da medida provisória.

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