Inspeção aponta falhas estruturais e Coren-PB mantém interdição em UTI e posto de enfermagem do Hospital Pedro I

A decisão foi tomada após uma nova inspeção concluir que as irregularidades que motivaram a medida, aplicada em novembro de 2025, ainda não foram totalmente corrigidas.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
. No texto, a autarquia informou que acompanha o caso seguindo os procedimentos institucionais e legais
Foto: Divulgação

O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) manteve a interdição ética das atividades de enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva 2 (UTI 2) e no Posto de Enfermagem 2 do Hospital Municipal Pedro I, em Campina Grande. A decisão foi tomada após uma nova inspeção concluir que as irregularidades que motivaram a medida, aplicada em novembro de 2025, ainda não foram totalmente corrigidas.

A avaliação foi realizada por uma Comissão de Sindicância na última terça-feira (7), durante vistoria que analisou o pedido de desinterdição apresentado pela direção da unidade hospitalar.

Irregularidades persistem

Segundo o relatório técnico, embora o hospital tenha informado que realizou intervenções estruturais e organizacionais, ainda foram identificadas falhas que, na avaliação do Coren-PB, comprometem a segurança dos pacientes, dos profissionais de enfermagem e a qualidade da assistência prestada.

Entre as irregularidades apontadas durante a inspeção estão:

  • tubulações e drenos do sistema de climatização expostos nos banheiros das enfermarias;
  • ausência de tomadas elétricas nas cabeceiras dos leitos;
  • proximidade inadequada entre a rede elétrica e a rede de gases medicinais;
  • circulação de trabalhadores e materiais de construção em áreas assistenciais sem isolamento físico;
  • acúmulo de resíduos das obras em áreas de circulação;
  • falta de chuveiros elétricos nos banheiros destinados aos pacientes.

Descumprimento de normas

De acordo com o Coren-PB, as inconformidades identificadas descumprem normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Programa Nacional de Segurança do Paciente, da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem e de resoluções do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

O conselho afirma que essas condições representam riscos à assistência prestada aos pacientes e ao exercício da atividade dos profissionais de enfermagem.

Interdição segue até correção das falhas

Em nota, o presidente do Coren-PB, Thiago Roniere, informou que a interdição ética tem caráter preventivo e permanecerá em vigor até que todas as irregularidades sejam corrigidas e comprovadas em uma nova vistoria.

Com base no relatório da Comissão de Sindicância, o pedido de desinterdição apresentado pela direção do Hospital Pedro I foi indeferido.

Entenda o caso

A interdição ética parcial foi aplicada pelo Coren-PB em novembro de 2025, após fiscalizações apontarem falhas estruturais e assistenciais na UTI 2, no Posto de Enfermagem 2 e no Centro de Material e Esterilização (CME).

Na ocasião, o conselho identificou problemas relacionados ao processamento de materiais, controle de infecções e condições estruturais consideradas incompatíveis com a prestação segura da assistência em saúde.

Posicionamento do hospital

Até a publicação desta reportagem, a direção do Hospital Municipal Pedro I havia informado ao Coren-PB que realizou adequações estruturais e organizacionais e solicitou a desinterdição dos setores. No entanto, o pedido foi negado após a nova inspeção técnica. A reportagem deixa espaço aberto para eventual manifestação da direção da unidade ou da Prefeitura de Campina Grande sobre as irregularidades apontadas e as medidas previstas para atender às exigências do conselho.

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