As mortes de dois trabalhadores em obras na Grande João Pessoa, registradas na última semana, reforçaram o alerta sobre a importância do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e da adoção de medidas de segurança nos canteiros de obras.
Os acidentes ocorreram em Mangabeira, na Capital, e em Santa Rita, e, segundo informações apresentadas durante entrevista ao programa TH+ Negócios, as vítimas não utilizavam os equipamentos de proteção exigidos para esse tipo de atividade.
O conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), Leudson Júnior, destacou que acidentes de trabalho podem ser evitados quando há planejamento, cumprimento das normas de segurança e utilização adequada dos equipamentos de proteção.
EPI é a última barreira de proteção
Segundo o especialista, embora os EPIs sejam fundamentais, eles representam a última camada de proteção ao trabalhador. Antes disso, é necessário que a obra conte com medidas preventivas previstas desde a fase de projeto.
Entre elas estão sistemas de proteção coletiva, como o dispositivo diferencial residual (DR), utilizado em instalações elétricas para reduzir o risco de choques, além da correta execução dos projetos e da identificação prévia dos riscos existentes no ambiente de trabalho.
Leudson Júnior também ressaltou a importância do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), documento obrigatório que identifica os perigos da atividade e define as medidas necessárias para prevenir acidentes.
Planejamento é fundamental para evitar acidentes
De acordo com o conselheiro, atividades que envolvem trabalho em altura, manutenção elétrica ou proximidade com redes de alta tensão exigem uma análise detalhada antes do início dos serviços.
Ele afirma que a contratação de profissionais habilitados, aliada à execução correta dos projetos de engenharia e ao cumprimento das normas de segurança, reduz significativamente a possibilidade de acidentes.
Capacetes, luvas e cintos salvam vidas
Entre os principais equipamentos de proteção utilizados na construção civil estão o capacete, cinto de segurança, óculos de proteção, luvas e calçados de segurança.
Já para atividades com risco elétrico, são necessários equipamentos específicos, como luvas isolantes e vestimentas de proteção contra arco elétrico, desenvolvidas para reduzir os danos em caso de acidentes.
O especialista lembra que, em ocorrências envolvendo eletricidade, é comum que o trabalhador também sofra quedas, especialmente quando o serviço é realizado em altura, o que aumenta a gravidade dos acidentes.
Diante dos casos registrados na região metropolitana de João Pessoa, o Crea-PB reforça a necessidade de que empregadores e trabalhadores cumpram rigorosamente as normas de segurança, garantindo condições adequadas para a execução das atividades e reduzindo os riscos de acidentes fatais.


