Anvisa amplia o uso de medicamento para Lúpus para crianças e adolescentes

Além do medicamento ao Lúpus, a agência também ampliou o uso para pacientes pediátricos do remédio para esclerose múltipla.

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Reprodução/LitHealth

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (20), a ampliação de uso do medicamento Benlysta (belimumabe) para adolescentes e crianças a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo.

A aprovação é de uso como tratamento complementar e completa exclusivamente o remédio em caneta aplicadora/autoinjetora para pacientes que alto grau de atividades da doença.

Para usar o medicamento, os pacientes também precisam estar em tratamento padrão com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores, medicamentos que inibem a atividade do sistema imunológico, usados por pacientes que passaram por transplantes de órgãos ou têm doenças autoimunes, como o lúpus.

O remédio já é aplicado de forma intravenosa em pacientes pediátricos, mas só pode ser feito em centros de infusão.

De acordo com a agência, a alternativa subcutânea favorece “a conveniência do tratamento e maior conforto dos pacientes“.

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) pediátrico é uma doença autoimune crônica, potencialmente grave, frequentemente associada a maior atividade inflamatória, maior carga sistêmica da doença e maior risco de dano orgânico ao longo do tempo quando comparado ao lúpus em adultos.  

Esclerose múltipla 

Outro medicamento que teve ampliação de uso aprovada para a faixa etária pediátrica é o Ocrevus (ocrelizumabe), para o tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR). O registro também foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda (20).  

O medicamento, agora, pode ser usado por pacientes com 12 anos ou mais e peso corporal igual ou superior a 40 kg. O produto é um anticorpo monoclonal recombinante que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença.  

A esclerose múltipla é uma doença crônica, progressiva e potencialmente incapacitante. É considerada uma condição rara no público pediátrico, correspondendo a aproximadamente 3% a 5% dos casos.

Embora menos frequente do que na população adulta, a doença costuma apresentar atividade inflamatória significativa nos pacientes mais jovens, maior frequência de surtos e potencial impacto sobre o desenvolvimento cognitivo, educacional e social, tornando importante o acesso precoce a terapias modificadoras da doença.  

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS