Viúva fala pela primeira vez após Justiça condenar empresas por morte em salto de bungee jump

Fábio Ezequiel Morais morreu aos 35 anos após a corda do equipamento se romper durante um salto. Justiça determinou indenização de R$ 300 mil e pagamento de pensão à viúva e ao filho

Letícia Borges
Letícia Borges
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, cristã e apaixonada por comunicação. Amo desenhar, assistir filmes e, ultimamente, tudo que envolve o universo dos casamentos. Filha de pais incríveis, tenho minha irmã como melhor amiga e sou noiva de um homem que admiro muito @lee_tborges
Viúva fala pela primeira vez após Justiça condenar empresas por morte em salto de bungee jump
Foto: Reprodução Th+ Record

A Justiça condenou duas empresas a indenizar a família de Fábio Ezequiel Morais, morador de Valinhos que morreu aos 35 anos após a corda do equipamento se romper durante um salto de bungee jump, em Mairinque.

A decisão determina o pagamento de R$ 300 mil por danos morais à viúva e ao filho da vítima, além de uma pensão mensal. Ainda cabe recurso.

O acidente aconteceu há dez anos. Fábio, que era serralheiro e dono de uma serralheria em Valinhos, estava com a esposa e familiares quando decidiu fazer o salto. Ele foi o primeiro do grupo a pular da ponte.

Segundo a investigação, a corda elástica se rompeu durante o salto e a vítima caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros. Fábio chegou a ser socorrido pelo Samu, mas morreu no hospital.

Na decisão, o desembargador rejeitou a alegação das empresas de que o termo de responsabilidade assinado pela vítima afastaria a responsabilidade pelo acidente. A Justiça entendeu que o documento não isenta o fornecedor em casos de falha na prestação do serviço.

A investigação apontou ainda que houve montagem apressada dos equipamentos, discussão por falta de peças e ausência de uma equipe de socorro no local da atividade.

Em entrevista, a viúva Michele da Silva Minhoto Morais falou pela primeira vez sobre a decisão judicial. Ela afirmou que a indenização será importante para garantir o futuro da família, mas destacou que nenhuma quantia é capaz de trazer o marido de volta.

Michele também relembrou que viveu 17 anos ao lado de Fábio e precisou criar o filho do casal sozinha após a tragédia.

Leia também:

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS