Pai é acusado de sequestrar e ameaçar filha de 2 anos em Hortolândia

Homem foi denunciado pelo Ministério Público por perseguição, sequestro e cárcere privado; família questiona ausência de tentativa de homicídio

Letícia Borges
Letícia Borges
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, cristã e apaixonada por comunicação. Amo desenhar, assistir filmes e, ultimamente, tudo que envolve o universo dos casamentos @lee_tborges
Pai é acusado de sequestrar e ameaçar filha de 2 anos em Hortolândia

A mãe de uma menina de 2 anos contesta a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo contra o pai da criança, acusado de perseguição, sequestro e cárcere privado. Para a família, a acusação também deveria considerar uma tentativa de homicídio.

O caso aconteceu em 2 de março de 2026, na região entre Hortolândia e Sumaré. A criança estava com o próprio pai quando o carro em que os dois estavam capotou durante uma perseguição policial em uma estrada rural de Sumaré.

Após o acidente, a Polícia Militar encontrou a menina dentro do veículo e realizou o resgate.

Segundo a mãe, antes de ser perseguido pela polícia, o homem teria enviado mensagens e fotos mostrando um galão de gasolina ao lado da filha. Ela também afirma que a criança e o pai tiveram o corpo encharcado com combustível.

O Ministério Público denunciou o homem por perseguição, sequestro e cárcere privado, mas não incluiu a tentativa de homicídio na acusação.

A família considera a denúncia insuficiente. Para a defesa da mãe, a compra do combustível seria o ato preparatório, enquanto o momento em que o produto teria sido despejado sobre os corpos já caracterizaria, na avaliação das advogadas, uma tentativa de homicídio.

A defesa afirma ainda que apresentou ao Ministério Público elementos que, na avaliação das advogadas, indicariam a intenção de matar a criança e pretende discutir a acusação durante a audiência.

O caso também é tratado pela defesa como um possível episódio de violência vicária, situação em que os filhos são usados como instrumento para atingir a mãe. Segundo as advogadas, esse tipo de violência está previsto na Lei Maria da Penha.

A mãe, que prefere preservar a própria identidade e a da filha, afirma que pretende recomeçar a vida em outro lugar, longe da região onde os fatos aconteceram.

O julgamento do homem está marcado para 22 de setembro. Ele responde pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.


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