UFPB reforça proibição de maus-tratos a gatos e diz que busca solução conjunta após recomendação do MPT

No último dia 10 de julho, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou que a UFPB adotasse medidas para impedir o acesso de gatos aos ambientes internos da universidade.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) divulgou, nesta quarta-feira (22), uma nota oficial sobre a situação dos animais comunitários que vivem nos campi da instituição. No documento, a reitora Terezinha Domiciano reafirma que a universidade não tolera maus-tratos aos animais e informou que mantém diálogo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para construir soluções voltadas ao manejo da população de gatos.

Segundo a nota, a UFPB esclarece que não é permitida a prática de abandono de animais nas dependências da universidade. A instituição também informou que é proibido retirar, deslocar ou alterar, por iniciativa individual, os locais destinados à alimentação e aos cuidados dos animais, sem autorização institucional.

“Da mesma forma, a UFPB não tolera qualquer forma de maus-tratos, violência ou crueldade contra os animais”, destaca a nota.

Diálogo com o MPT

A reitora informou que a universidade já trabalha na construção de encaminhamentos para a questão, com participação dos setores competentes e diálogo com diferentes envolvidos, buscando soluções consideradas responsáveis, éticas e sustentáveis.

Segundo Terezinha Domiciano, a administração da UFPB entende que o tema é sensível e envolve diferentes perspectivas, sendo necessário conciliar o bem-estar animal, a saúde pública, a segurança e as condições adequadas de convivência nos espaços universitários.

A gestora também afirmou que o cuidado com os animais comunitários deve ocorrer de forma organizada e responsável, evitando iniciativas isoladas que possam agravar o problema.

Política institucional para os animais

Na nota, a universidade informa que continuará trabalhando na elaboração de uma política institucional voltada ao manejo ético dos animais comunitários.

Entre as ações previstas estão o fortalecimento de medidas de controle populacional, castração, acompanhamento veterinário e ações educativas, em diálogo com órgãos de controle, especialistas, protetores de animais e a comunidade acadêmica.

Entenda o caso

No último dia 10 de julho, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou que a UFPB adotasse medidas para impedir o acesso de gatos aos ambientes internos da universidade.

De acordo com o órgão, a recomendação foi baseada em um estudo pericial realizado nas dependências da instituição, que apontou a necessidade de adequações para reduzir riscos relacionados à saúde e à segurança de trabalhadores, estudantes e demais usuários dos campi.

Após a recomendação, a UFPB afirmou que seguirá tratando o tema por meio do diálogo e da construção de soluções que conciliem a proteção dos animais com a segurança da comunidade universitária.

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