A dor pela perda do advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, ganhou voz nesta terça-feira, 4 de agosto, quando os pais dele falaram pela primeira vez sobre o caso e fizeram um apelo por justiça.
Lucas foi encontrado morto, no domingo, 2 de agosto, em uma estrada rural do Distrito Industrial Luiz Torrani, em Mogi Mirim. Cerca de sete quilômetros do local onde o corpo foi localizado, o carro dele também foi encontrado completamente carbonizado, no Parque Real II.
Em entrevista, a mãe, Gisele de França Silva, disse acreditar que os responsáveis pelo crime serão identificados.
“Justiça. Justiça. Quem fez isso com o meu filho vai pagar. Meu filho não merecia isso. Nenhum ser humano merece passar por isso. Eu quero justiça. Eu confio na justiça de Deus”, afirmou, emocionada.
Desde a confirmação da morte, a família tenta entender o que aconteceu. O pai, Itamar Lopes, afirma que Lucas levava uma vida tranquila e não tinha histórico de desentendimentos.
“Até agora a gente não sabe o que aconteceu, porque ele não era um menino de bagunça. Não ia para balada. Era casa, trabalho; trabalho, casa”, disse.
Segundo a família, Lucas havia voltado a morar com os pais, em Hortolândia, havia pouco mais de dois meses, depois de vender um apartamento em Campinas. A rotina dele era considerada caseira e ele costumava sair apenas para trabalhar ou encontrar amigos próximos.
O último registro do advogado foi feito por uma câmera de segurança da residência da família, no sábado, 1º de agosto, quando ele saiu de carro e não retornou. Após o desaparecimento, um boletim de ocorrência foi registrado.
Para os pais, o fato de o corpo e o carro terem sido encontrados em uma região afastada de Mogi Mirim reforça a suspeita de que Lucas possa ter sido levado até o local.
“Pelo que a polícia informou para nós, é um lugar muito afastado. Não tinha como ele estar ali. Alguém levou. Um funcionário da funerária falou que trabalha há 30 anos na cidade e nem conhecia aquela estrada. Então não tem lógica meu filho estar naquele lugar”, afirmou Itamar.
Sem conseguir apontar uma possível motivação para o crime, o pai acredita que o filho possa ter sido vítima de uma emboscada.
“Eu creio que possa ter sido um assalto. Por ele ser deficiente, talvez um alvo fácil. Mas é só a polícia que vai esclarecer isso para a gente, porque a gente não tem ideia do que aconteceu.”
Agora, a família pede que qualquer pessoa que tenha visto Lucas ou tenha alguma informação sobre os últimos momentos antes do desaparecimento procure a polícia.
“Quem souber de alguma pista, pequena ou grande, que seja verdadeira, informe a polícia. Nada vai trazer ele de volta, mas a gente quer ter essa paz”, pediu o pai.
O sepultamento de Lucas Silva Lopes acontece nesta terça-feira, 4 de agosto, no Cemitério Parque Hortolândia.
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