Homem é condenado a 36 anos de prisão por feminicídio da própria irmã, em Ingá, na Paraíba

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (4), no Tribunal do Júri da Comarca de Ingá.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Imagem ilustrativa - Foto: Arquivo pessoal

Cláudio Félix da Silva foi condenado a 36 anos de prisão em regime fechado pelo feminicídio da própria irmã, Luzinete Félix da Silva, em Ingá, no Agreste da Paraíba. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (4), no Tribunal do Júri da Comarca de Ingá.

O crime aconteceu em 19 de julho de 2025, dentro da residência da vítima. Segundo a acusação, Luzinete foi morta após ser agredida com uma pá metálica e um pedaço de madeira. A mãe dos dois irmãos estava no imóvel no momento do crime.

De acordo com informações apresentadas durante o julgamento, Luzinete havia retornado do Rio de Janeiro para Ingá para cuidar da mãe, que estava doente e debilitada. Conforme a denúncia do Ministério Público, havia um conflito entre os irmãos relacionado à administração do dinheiro da aposentadoria da mãe.

Segundo a acusação, Cláudio era responsável pelo controle das finanças da idosa. A situação teria provocado desentendimentos entre os irmãos antes do crime.

Após várias horas de julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria do crime e condenou Cláudio Félix pelo feminicídio cometido no contexto de violência doméstica e familiar.

Conforme a decisão judicial, o crime foi praticado mediante meio cruel, com recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima e na presença da mãe dos irmãos.

O juiz José Jackson Guimarães estabeleceu inicialmente uma pena de 28 anos de reclusão. Em seguida, foi reconhecida uma atenuante relacionada à confissão parcial do réu, reduzindo a pena para 27 anos.

Posteriormente, houve aumento da pena em razão de o crime ter sido cometido na presença da mãe da vítima, conforme previsão legal. Com isso, a pena definitiva foi estabelecida em 36 anos de prisão.

Na sentença, o magistrado negou a Cláudio Félix o direito de recorrer em liberdade e manteve a prisão preventiva.

A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Cláudio já estava preso preventivamente desde o período posterior ao crime e foi levado ao banco dos réus nesta terça-feira para o julgamento pelo Tribunal do Júri.

A condenação encerra a fase do julgamento em primeira instância, mas eventuais recursos poderão ser apresentados pela defesa dentro dos procedimentos previstos na legislação.

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