Guarujá cria comitê de crise e se reúne com a Sabesp para reunião emergencial

O comitê será composto pela Prefeitura, Sabesp, Arsesp, Unidade Regional de Saneamento Básico 1 (Urae 1) Sudeste e Câmara de Vereadores

Carolina Ribeiro
Carolina Ribeiro
Jornalista com pós-graduação em Assessoria e Gestão da Comunicação e Jornalismo Esportivo. Apaixonada por comunicação, acredito que o jornalismo é uma ferramenta importante para informar com responsabilidade e aproximar pessoas. Casada, mãe de pet, santista e fã de filmes de animação, amo contar histórias.

O prefeito de Guarujá Farid Madi, convocou uma reunião emergencial na tarde de terça-feira (4) para discutir o desabastecimento de água que atinge algumas regiões da Cidade. Na ocasião, foi formalizado um comitê de crise e, diante das cobranças do prefeito, a Sabesp anunciou um plano de ação com medidas para mitigar o problema.

De acordo com a administração municipal, o diretor-presidente da Sabesp, Carlos Augusto Leone Piani, o presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), Diego Allan Vieira Domingues, e quase a totalidade dos vereadores membros do Legislativo Municipal participaram da reunião.

Por determinação do prefeito, esse comitê de crise será composto pela Prefeitura, Sabesp, Arsesp, Unidade Regional de Saneamento Básico 1 (Urae 1) Sudeste e Câmara de Vereadores.

Segundo a prefeitura, a Sabesp reconheceu atrasos na conclusão das obras de uma travessia subaquática entre Santos e Guarujá, iniciadas no ano passado, para trazer água produzida na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Cubatão para Guarujá, por meio de uma tubulação sob o canal do Porto de Santos.

O presidente da empresa afirmou que o atraso se deve a problemas geológicos encontrados pelos técnicos da empresa e tudo deverá estar concluído em 40 dias. A travessia terá 5,56 km de extensão, com 700 metros de tubos submersos, resultando na capacidade de abastecimento de 500 litros a mais por segundo. A obra, com investimento de R$ 134,7 milhões, beneficiará mais de 450 mil pessoas.

Além disso, também foi anunciado o reforço no abastecimento de caminhões pipa para Guarujá e a criação de um canal de comunicação exclusivo para moradores da Cidade, a ser divulgado nos próximos dias pela Sabesp.

Durante a reunião, moradores ficaram do lado de fora da Prefeitura e levaram cartazes de protesto. Familiares da pequena Alicia, vítima de um incêndio que atingiu a reidência em que ela morava no Guarujá, também participaram do protesto, já que segundo testemunhas, a falta d’àgua no bairro prejudicou o combate às chamas.

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