Justiça condena Tirullipa a indenizar duas paraibanas por episódios na Farofa da Gkay

Humorista deverá pagar R$ 30 mil por danos morais; decisão aponta que ele extrapolou os limites da brincadeira e praticou atos sem consentimento

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
Tirullipa durante a brincadeira na Farofa da Gkay, em 2022. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A Justiça condenou o humorista Everson de Brito Silva, conhecido como Tirullipa, a pagar R$ 30 mil por danos morais a duas mulheres paraibanas por atos praticados durante a edição de 2022 da Farofa da Gkay, em Fortaleza. Cada vítima deverá receber R$ 15 mil.

A decisão é da juíza Leila Regina Corado Lobato, da 36ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza. Na sentença, a magistrada afirmou que o humorista “extrapolou os limites inerentes à atividade recreativa”, destacando que a participação das mulheres na brincadeira não representava autorização para exposição corporal ou contato físico em partes íntimas.

A juíza também considerou que a divulgação dos vídeos nas redes sociais ampliou os constrangimentos sofridos pelas vítimas, que passaram a enfrentar comentários e chacotas após a repercussão do caso. A sentença ainda cita um vídeo em que o próprio Tirullipa admite que “passou do ponto” e reconhece que se excedeu durante a brincadeira.

Entenda o caso

O episódio aconteceu durante uma brincadeira inspirada na tradicional “Banheira do Gugu”, realizada na Farofa da Gkay, em dezembro de 2022. Durante a dinâmica, Tirullipa puxou o laço do biquíni de uma das participantes, expondo parte do corpo dela, e, em outro momento, tocou os seios de outra mulher sem consentimento.

As imagens repercutiram nacionalmente e levaram à retirada do humorista da programação do evento. Na época, Tirullipa publicou um vídeo pedindo desculpas, afirmando que “passou do ponto” e reconhecendo que exagerou na brincadeira.

A condenação divulgada agora é referente à ação movida por duas mulheres paraibanas que participaram da dinâmica durante o evento.

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