A Justiça de São Paulo condenou 14 pessoas acusadas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma organização criminosa com atuação na região de Campinas. Entre os condenados estão Maurício Silveira Zambaldi, conhecido como “Dragão”, Vanessa Zambaldi, José Ricardo Ramos, o “Zé Ricardo”, e Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”.
Segundo a decisão judicial, o grupo utilizava uma revendedora de veículos, a Dragão Motors, para misturar o faturamento legal da empresa com dinheiro proveniente do tráfico de drogas. As investigações apontaram que os recursos eram investidos na compra de motocicletas importadas, empréstimos a juros altos e movimentações financeiras realizadas por meio de transferências bancárias fracionadas, veículos de luxo e uma transportadora.
De acordo com o processo, após um prejuízo financeiro superior a R$ 30 milhões e o avanço das investigações da Operação Linha Vermelha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os envolvidos passaram a planejar o assassinato de um promotor de Justiça e de um comandante da Polícia Militar.
Ainda conforme a investigação, o plano previa a compra de uma caminhonete clonada, adaptada para receber uma metralhadora calibre .50, além da contratação de atiradores e do monitoramento da rotina das vítimas. O atentado, no entanto, foi descoberto antes de ser executado.
Entre as penas aplicadas, Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão” e considerado integrante da cúpula da facção, foi condenado a 17 anos e 4 meses de prisão. Ele continua foragido.
Já Maurício Silveira Zambaldi, o “Dragão”, e José Ricardo Ramos, o “Zé Ricardo”, receberam pena de 13 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. Vanessa Zambaldi foi condenada a 8 anos de prisão em regime semiaberto, enquanto Eduardo Magrini, o “Diabo Loiro”, foi sentenciado a 4 anos e 8 meses de prisão. Outros nove réus também foram condenados.
A sentença negou aos condenados o direito de recorrer em liberdade e determinou a expedição de mandados de prisão para aqueles que respondiam ao processo soltos.
Além das penas de prisão, a Justiça determinou o confisco dos bens e veículos de luxo utilizados no esquema e fixou o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
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