Hospital Metropolitano realiza 23º transplante cardíaco e chega ao terceiro procedimento de 2026

O procedimento também representa o terceiro transplante cardíaco realizado pelo Hospital Metropolitano em 2026.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Divulgação

O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, alcançou neste domingo (9) a marca de 23 transplantes cardíacos realizados desde 2022. O procedimento mais recente foi feito em um paciente de 51 anos, morador de Santa Rita, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Cardiologia e tinha prioridade na fila de transplantes devido à gravidade do quadro clínico.

O procedimento também representa o terceiro transplante cardíaco realizado pelo Hospital Metropolitano em 2026.

Segundo informações da unidade, o paciente recebeu um coração captado em Campina Grande e transportado por via aérea até Santa Rita. A cirurgia foi realizada às 19h30 do domingo (9).

Órgão foi doado após morte encefálica

O coração utilizado no transplante foi doado pela família de um homem de 46 anos, que estava internado no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. A doação ocorreu após a confirmação da morte encefálica.

O órgão foi considerado compatível com o paciente que aguardava pelo transplante na UTI de Cardiologia do Hospital Metropolitano.

A realização do procedimento depende de uma estrutura que envolve desde a identificação e autorização da doação até a captação, transporte e implantação do órgão. Nesse caso, equipes responsáveis pelo processo de transplante e profissionais do Hospital Metropolitano participaram da logística.

O superintendente da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), Cícero Ludgero, destacou a importância da doação e da integração entre as equipes envolvidas.

“Estamos falando de um paciente que estava na UTI, lutando pela vida, e recebeu uma nova oportunidade por meio de um coração captado em Campina Grande e transportado por via aérea até a unidade”, afirmou.

Transplantes na Paraíba

De acordo com a PB Saúde, a marca alcançada pelo Hospital Metropolitano integra a trajetória dos transplantes cardíacos na Paraíba e no Nordeste.

Em 1989, foi realizado o primeiro transplante cardíaco das regiões Norte e Nordeste, considerado um marco para a medicina nas duas regiões.

“O primeiro transplante cardíaco realizado nas regiões Norte e Nordeste marcou a história da medicina. Hoje, a Paraíba também escreve um capítulo importante dessa trajetória ao alcançar o 23º transplante cardíaco realizado no Hospital Metropolitano”, declarou Cícero Ludgero.

Como funciona a doação de órgãos

A doação de órgãos é uma etapa fundamental para a realização dos transplantes. Entre os órgãos que podem ser destinados a pacientes estão coração, rins, fígado, pulmões, pâncreas e intestino, além de diferentes tipos de tecidos.

O transplante cardíaco é indicado para pacientes que apresentam insuficiência cardíaca grave e que não respondem adequadamente aos tratamentos disponíveis. O procedimento consiste na substituição do coração comprometido por um órgão saudável de um doador compatível.

O Hospital Metropolitano realiza atendimento de alta complexidade para pacientes com doenças cardíacas graves, incluindo aqueles que necessitam de transplante como alternativa terapêutica.

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