João Pessoa oferece teste para rastrear câncer colorretal antes dos sintomas

Exame é feito a partir de amostra de fezes, não exige preparo e está disponível na Rede Municipal de Saúde para pessoas sem sintomas a partir dos 50 anos.

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
Foto: Divulgação

A Rede Municipal de Saúde de João Pessoa oferece o Teste Imunoquímico de Sangue Oculto nas Fezes (FIT), utilizado no rastreamento do câncer colorretal. O exame é simples, não invasivo e pode identificar a presença de sangue humano nas fezes que não é perceptível a olho nu.

O teste é voltado para pessoas sem sintomas a partir dos 50 anos. A estratégia busca identificar possíveis alterações antes do aparecimento de sinais da doença, permitindo que os pacientes que apresentarem alterações sejam encaminhados para uma investigação mais detalhada.

Como funciona o teste

Para realizar o FIT, o paciente precisa coletar uma amostra de fezes, que depois é encaminhada para análise em laboratório. Não é necessário fazer preparo ou mudar a alimentação antes da coleta.

O exame identifica a presença de sangue humano oculto nas fezes. Por isso, a pessoa pode manter a alimentação habitual, inclusive consumir carne bovina.

Segundo a médica coloproctologista da Rede Municipal, Shirlane Frutuoso, o exame funciona como uma primeira etapa de avaliação.

“É um exame muito simples. Basta uma coleta de fezes e o laboratório vai pesquisar se existe sangue humano oculto naquela amostra”, explicou.

Resultado positivo não significa câncer

Um resultado positivo no FIT não confirma que a pessoa tenha câncer. A alteração indica que é necessário continuar a investigação para identificar a origem do sangramento.

Nesses casos, o paciente pode ser encaminhado para uma colonoscopia, exame que permite observar o intestino e identificar possíveis lesões. Dependendo do caso, alterações encontradas durante o procedimento também podem ser retiradas.

“Quando o FIT dá positivo, o paciente não recebe um diagnóstico de câncer. Ele precisa continuar a investigação”, explicou a especialista.

Já quem apresenta sintomas ou alterações suspeitas não deve esperar pelo rastreamento. Esses pacientes são avaliados pela equipe de saúde e podem ser encaminhados diretamente para colonoscopia ou para outros exames, conforme indicação médica.

Como fazer o exame

A triagem de pessoas sem sintomas é realizada pela Atenção Primária, nas Unidades de Saúde da Família (USFs). O paciente pode procurar a unidade de referência para avaliação e solicitação do exame.

A colonoscopia, quando indicada, pode ser realizada em hospitais da Rede Municipal ou em unidades conveniadas. O agendamento também pode ser solicitado pelo aplicativo João Pessoa na Palma da Mão, na área de Saúde, pela opção de exames, mediante o preenchimento dos dados e o envio da requisição médica.

Após a realização da colonoscopia, pacientes que precisam de acompanhamento especializado podem ser encaminhados para o serviço de Coloproctologia do Hospital Municipal Santa Isabel.

Exame deve ser repetido anualmente

Quando o resultado do FIT é negativo e o paciente continua sem sintomas, a orientação da rede é repetir o exame uma vez por ano, mantendo o acompanhamento periódico.

A estratégia também permite direcionar as colonoscopias para pacientes que apresentam indicação de investigação, já que o FIT funciona como uma etapa inicial de rastreamento.

O câncer colorretal pode não apresentar sintomas no início, por isso o rastreamento é utilizado para tentar identificar alterações antes da manifestação da doença. Pessoas que apresentarem sinais suspeitos devem procurar uma unidade de saúde para avaliação.

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