Farmácia Popular poderá oferecer testes rápidos e exames; veja o que muda no programa

As possibilidades fazem parte de uma nova regulamentação publicada nesta semana pelo Ministério da Saúde, que também prevê estudos para levar o atendimento a regiões com maior dificuldade de acesso, incluindo áreas ribeirinhas.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Farmácia Popular (Elza Fiuza/ Agência Brasil)
Farmácia Popular (Elza Fiuza/ Agência Brasil)

O Programa Farmácia Popular poderá ampliar os serviços oferecidos à população com a inclusão de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico. As possibilidades fazem parte de uma nova regulamentação publicada nesta semana pelo Ministério da Saúde, que também prevê estudos para levar o atendimento a regiões com maior dificuldade de acesso, incluindo áreas ribeirinhas.

As novas modalidades, porém, ainda estão em fase de avaliação. Segundo o Ministério da Saúde, um grupo de trabalho deverá analisar a viabilidade técnica e assistencial das medidas antes de definir quais ações serão efetivamente implantadas.

A regulamentação também prevê a possibilidade de ampliar o credenciamento do programa em áreas consideradas vulneráveis, utilizando critérios como densidade demográfica e priorizando regiões periféricas de grandes centros.

Em locais onde a logística dificulta a oferta regular do serviço, o governo pretende estudar formatos alternativos de atendimento. Entre as possibilidades estão unidades volantes e estruturas avançadas, especialmente para alcançar populações de regiões ribeirinhas.

O Ministério da Saúde ressaltou que a implementação de novas ações dependerá de avaliações técnicas nos estados e municípios, além de estudos sanitários e assistenciais sobre as necessidades de cada território.

Outra mudança prevista envolve o uso de tecnologias digitais e inteligência artificial. Entre as possibilidades está a identificação de usuários por meio de biometria e reconhecimento facial, como forma de ampliar a segurança e reduzir fraudes.

A atualização também prevê a digitalização de processos e o uso de sistemas automatizados para acompanhar com mais precisão o funcionamento das unidades credenciadas.

De acordo com o ministério, o sistema responsável pela dispensação de produtos e insumos também será atualizado para melhorar a rastreabilidade, a integração de informações e a segurança dos procedimentos.

Uma das medidas com aplicação prevista já na atualização da regulamentação é o reforço no controle das unidades credenciadas ao Farmácia Popular.

O novo modelo deverá utilizar mecanismos de gestão de risco e prever sanções administrativas proporcionais à gravidade das irregularidades. Em situações classificadas como de risco alto ou muito alto, poderá ocorrer suspensão automática do credenciamento.

A intenção, segundo o Ministério da Saúde, é ampliar o acompanhamento do serviço e reduzir problemas relacionados à utilização indevida do programa.

Atualmente, o Farmácia Popular disponibiliza gratuitamente 41 itens de saúde, entre medicamentos e outros produtos, como fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.

O programa atende pacientes com diferentes condições de saúde, incluindo hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Farmácia Popular conta com cerca de 28 mil farmácias credenciadas em mais de 4,9 mil municípios, alcançando aproximadamente 97% da população brasileira.

Em 2025, 27,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo programa, de acordo com a pasta.

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